Supi integra Seleção Brasileira de Xadrez na Olimpíada da Índia
Grande Mestre surpreendeu o mundo ao derrotar o campeão mundial, GM Magnus Carlsen, durante partida de blitz online
Foto: ARQUIVO PESSOAL - Para seus seguidores, Supi postou vídeo em que se diz pronto para o desafio internacional
Por Guilherme Gandini | 30 de julho, 2022
 

O catanduvense Luís Paulo Supi, Grande Mestre (GM) Internacional de Xadrez, que é a titulação mais alta dada aos jogadores pela Fide, é um dos integrantes da seleção brasileira que está em Chennai, na Índia, para a 44ª Olimpíada. O maior evento da modalidade terá participação de 187 países e mais de 2 mil enxadristas. Formada por atletas do absoluto e feminino, a delegação do Brasil tem o reforço de dois técnicos indianos para brigar por medalhas.  

Serão 14 dias de disputas. A abertura dos jogos foi realizada na quarta-feira, 27, e o encerramento será no dia 10 de agosto. O local da competição é o Four Points do Sheraton Mahabalipuram Resort & Convention Center, 60 quilômetros ao sul do centro da cidade de Chennai, considerada a capital do xadrez da Índia e conhecida por seus monumentos hindus.  

O time absoluto do Brasil é formado por Alexandr Fier (GM), André Diamant (GM), Darcy Lima (GM), Krikor Sevag Mekhitarian (GM) e Luís Paulo Supi (GM). Destaque para Supi, Grande Mestre que em 2020 surpreendeu o mundo do xadrez ao derrotar o campeão mundial, GM Magnus Carlsen, durante uma partida de blitz online em apenas 18 lances.  

Já a equipe feminina conta com as atletas Julia Alboredo (WIM), Ellen Larissa Bail (NM), Vanessa Ramos Gazola (WCM), Kathie Goulart Librelato (WIM) e Juliana Sayumi Terao (FM). Destaques para Julia Alboredo, atual campeã brasileira, e Kathie Goulart Librelato, campeã sul-americana sub-20 e detentora do título de Mestre Feminina Internacional (WIM).  

Para seus seguidores, Supi postou vídeo em que se diz pronto para o desafio: “De um modo geral, sinto que estou preparado. A verdade é que você nunca sabe, pode estar fazendo tudo certo e mesmo assim jogar mal. Não tem nunca nenhuma garantia. Mas estou com boas expectativas e tudo. Fiz o que estava ao meu alcance do ponto de vista de preparação.”  

Ele também relembrou sua performance na Olimpíada de 2018, na Geórgia. “Foi um torneio regular, a equipe não foi bem, tanto que o meu desempenho regular tinha sido o melhor da equipe. Foi um torneio em que nenhum de nós conseguiu se encontrar durante as partidas.”  

Diante das dificuldades encontradas, Supi confidenciou que focou nas melhorias necessárias. “O meu repertório de aberturas melhorou dramaticamente de lá pra cá, eu deixei de me apurar nas partidas porque eu me forcei a jogar mais rápido em vários torneios. Essa foi uma meta que eu me coloquei, mesmo que a qualidade dos lances piorasse, e para minha surpresa não senti nenhuma queda. Você ganha muito em adotar uma postura um pouco mais prática. Uma vez que consegui eliminar esses dois defeitos, o rating acabou subindo também”, relatou.  

Durante a preparação para o novo torneio, Supi disse ter voltado a fazer exercícios de cálculo e também voltado a ler livros sobre xadrez. Afirmou, ainda, que a competição foi um incentivo aos treinos. “Melhorei coisas que já vinha tentando melhorar de toda a forma, mas é verdade também que o fato de estar para acontedcer as Olimpíadas me incentivou a trabalhar mais.”

Autor

Guilherme Gandini
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