Reestimativa do Fundecitrus prevê redução de 0,7% na safra de laranja
Foto: Pixabay - Catanduva integra cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro
Chuva abaixo da média impactou tamanho dos frutos; taxa de queda acompanhou severidade do greening
Por Da Reportagem Local | 12 de fevereiro, 2026

A terceira reestimativa da safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, que engloba a região de Catanduva, foi divulgada pelo Fundecitrus. O estudo indica produção de 292,60 milhões de caixas de 40,8 kg, com redução de 0,7% em relação à reestimativa divulgada em dezembro de 2025 e de 7% em relação à estimativa de maio.

A redução da safra se deve à diminuição do tamanho médio das laranjas das variedades tardias Valência, Folha Murcha e Natal. Segundo dados da Climatempo Meteorologia, de maio de 2025 a janeiro de 2026, a precipitação média acumulada foi 10% menor do que a série histórica (1991 a 2020) – choveu 862 milímetros no parque citrícola no período contra 959 do histórico.

Até meados de janeiro, 87% da safra havia sido colhida, com peso médio de 153 gramas por fruto – 1 grama abaixo da projeção anterior. A redução foi atribuída às variedades tardias, cujos frutos não apresentaram o crescimento esperado devido à escassez de chuva. Agora, considerando o peso médio de todas as variedades, a quantidade de laranjas para completar uma caixa de 40,8 kg sobe de 265 (154 gramas por fruto) para 267 frutos (153 gramas por fruto).

Apenas nas regiões do setor Sul (Porto Ferreira e Limeira), o volume acumulado de chuva registrado de janeiro a maio foi superior ao da média da série para as regiões – 1.052 mm ante a média de 917 mm (+15%) e 1.075 mm ante a média de 1.036 mm (+4%), respectivamente.

Nas demais dez regiões do cinturão, choveu menos do que a média histórica. As regiões do setor norte (Triângulo Mineiro, Bebedouro e Altinópolis) continuam apresentando os maiores déficits hídricos – 644 mm ante a média de 916 mm para a região (-30%), 629 mm ante 922 mm (-32%) e 768 mm ante 1.045 mm (-26%), respectivamente.

QUEDA DE FRUTOS

A projeção da taxa de queda prematura de frutos foi mantida em 23%. Esse é o maior valor ao longo de 11 safras e está associado ao aumento da severidade do greening. Quando analisada por setor, a taxa acompanha a incidência e a severidade da doença, sendo mais intensa nos setores Sul, Centro e Sudoeste e menos intensa nos setores Noroeste e, principalmente, Norte.

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Da Reportagem Local
Redação de O Regional

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