Quase 40 mulheres vítimas de violência receberam auxílio-aluguel
Foto: Governo de SP - Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas
Iniciativa estadual já atendeu mais de 7,5 mil mulheres paulistas em pouco mais de 1 ano
Por Guilherme Gandini | 28 de maio, 2026

O programa Auxílio-Aluguel atendeu a 38 mulheres vítimas de violência doméstica em Catanduva, de fevereiro de 2025 a abril de 2026, com repasse de R$ 107,5 mil ao município no período. Na região de São José do Rio Preto, o benefício foi concedido a 725 mulheres, somando aporte de mais de R$ 2 milhões; já no estado, foram 7,5 mil mulheres e R$ 21,4 milhões.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), que contabilizou 591 municípios alcançados pela política pública, comprovando o papel central da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício.

Criado pelo Governo do Estado de São Paulo, o programa oferece ajuda de custo mensal de R$ 500 por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. O objetivo é garantir condições concretas para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar de relações violentas com segurança e dignidade.

"O Auxílio-Aluguel é uma ferramenta concreta de proteção e autonomia. Com ele, o Estado oferece às mulheres condições reais para romper o ciclo da violência, preservar a própria vida e reconstruir seus projetos com dignidade e segurança", afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.

Podem solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos.

O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes, como Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas). Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado por meio de Poupança Social no Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.

Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres atendidas.

ONDE BUSCAR AJUDA

Além dos órgãos da Assistência Social, é possível buscar ajuda em unidades de saúde, prontos-socorros e hospitais; nas Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Distritos Policiais (DPs) e Batalhões da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros; e em órgãos do Sistema de Justiça, como Ministério Público (MP), Defensoria Pública e OAB.

Autor

Guilherme Gandini
Editor-chefe de O Regional.

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