Psicologia promove debate sobre luta antimanicomial e saúde mental
Foto: Divulgação/FPA - Debate realizado pela Unifipa contribui para a formação crítica dos alunos
Encontro reuniu estudantes e docentes para discutir temas relacionados à saúde mental
Por Da Reportagem Local | 25 de maio, 2026

O curso de Psicologia da Unifipa promoveu o debate “Para Além dos Muros: Luta Antimanicomial”, em referência ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial. A atividade teve início com a exibição do documentário Holocausto Brasileiro, seguida de debate sobre saúde mental conduzido pela psicóloga Ninive Ferraz. O encontro reuniu estudantes e docentes para discutir temas relacionados à humanização do cuidado em saúde mental, reforma psiquiátrica e direitos das pessoas em sofrimento psíquico.

Segundo a coordenadora do curso de Psicologia, Profa. Ma. Luciana Calza, o debate contribui para a formação crítica dos alunos. “A luta antimanicomial vai muito além do fechamento das instituições; ela representa o respeito à dignidade, à singularidade e à escuta acolhedora e empática. Com esses eventos, os nossos alunos acabam se destacando no mercado por conta do pensamento crítico e reflexivo em termos de saúde mental”, afirmou.

O organizador da atividade, professor Ricardo Gasolla, destacou a relevância do tema para a área da Psicologia. “O pensar, o fazer e o atuar em Psicologia precisam ser garantidos para todos que merecem ter acesso à saúde. Hoje é uma data importante para pensar em democratizar o acesso à saúde mental em condições de liberdade e dignidade para todos e todas”, disse.

Durante o debate, a psicóloga Ninive Ferraz ressaltou a importância da discussão sobre a reforma psiquiátrica e os princípios da luta antimanicomial. “É importante falar sobre a reforma psiquiátrica, a lei antimanicomial, falar em cuidado, ética e no fazer saúde de forma científica, zelando pela qualidade e bem-estar da vida das pessoas”, afirmou.

O Dia Nacional da Luta Antimanicomial relembra o movimento iniciado durante o Encontro de Trabalhadores de Saúde Mental, realizado em 1987, na cidade de Bauru. O encontro resultou na elaboração da Carta de Bauru, documento considerado marco na defesa de práticas humanizadas e do cuidado em liberdade no tratamento em saúde mental.

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Da Reportagem Local
Redação de O Regional

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