Prefeitura destina R$ 420 mil a projeto de castração de animais em convênio com ONG
Não foram divulgadas quantas cirurgias e chipagens serão realizadas pela entidade
Foto: DIVULGAÇÃO - Proposta inicial seria realizar até 4 mil cirurgias em um ano
Por Guilherme Gandini | 08 de abril, 2022

A Prefeitura de Catanduva formalizou termo de fomento com a Asa - Associação Solidária aos Animais para aumentar as castrações e chipagem de cachorros e gatos. Serão destinados R$ 420 mil ao convênio, já aprovado na semana passada pelo Conselho Municipal de Saúde. 

Segundo a administração municipal, o foco é o controle populacional desses animais, bem como evitar acidentes, mordeduras e transmissão de zoonoses, além de abandono e maus-tratos. Conforme o projeto, a instituição receberá seis parcelas de R$ 70 mil para executar o serviço. 

O projeto menciona ainda a necessidade de adoção de chip de identificação dos animais e de seus tutores – e reconhece que a municipalidade não tem condições de proceder o trabalho sozinha. 

Anteriormente, o serviço seria feito por meio de licitação, com a contratação de empresa especializada, mas o processo foi suspenso pelo poder público. De acordo com levantamento do Jornal O Regional, a proposta inicial, via licitação, seria realizar até 4 mil cirurgias ao longo de um ano, no valor máximo estimado em R$ 98 por procedimento, totalizando R$ 392 mil.  

Na parceria firmada com a ONG, não foram divulgados detalhes sobre números de cirurgias e da chipagem. Consultada, a Prefeitura não enviou resposta até o fechamento desta edição. Já a Asa informou que aguardará a conclusão do processo de parceria para falar sobre o tema. 

Em janeiro, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comma) liberou R$ 15 mil para o projeto de microchipagem. Seriam R$ 8 mil para animais do Zoológico e R$ 7 mil para aquisição de leitor e chipagem de animais de grande porte recolhidos das ruas e que ficam abrigados no Recinto de Exposições João Zancaner. A Prefeitura não informou se esses serviços já foram executados. 

O chip é um dispositivo minúsculo, colocado sob a pele do animal, com todos os dados que identificam o tutor e seu endereço. Para que seja possível acessar as informações, é preciso utilizar um leitor adequado. O chip leva segundos para ser implantado e não exige anestesia. 

Autor

Guilherme Gandini
Editor-chefe de O Regional.

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