A Prefeitura de Catanduva confirmou ao jornal O Regional, na tarde de ontem, que os valores bloqueados pela Justiça do Trabalho em contas bancárias do Hospital Mahatma Gandhi foram transferidos para o município. O montante, na ordem de R$ 6,3 milhões conforme apuração feita pela reportagem, será utilizado para pagamento das rescisões trabalhistas de ex-colaboradores.
Apesar do avanço no processo, a previsão do Sindicato da Saúde de que os pagamentos começassem a ser feitos ontem não se concretizou. “Neste momento, a Secretaria de Saúde realiza a conferência individual, nome por nome, dos ex-prestadores de serviço da Organização Social, com base na relação encaminhada pela própria instituição”, informou o governo.
Devido a essa etapa, a nova previsão é que os depósitos nas contas dos trabalhadores tenham início nesta quinta-feira, 29 de janeiro, prolongando-se por dias. “Trata-se de um procedimento manual e criterioso, feito caso a caso, o que exige tempo e atenção. Por esse motivo, o processo deverá se estender por alguns dias até a conclusão total dos pagamentos”, alertou.
A lentidão no procedimento havia sido antecipada pelo presidente do Sindicato da Saúde, José Vendramini, em contato com os trabalhadores via grupos de WhatsApp. Números extraoficiais indicam que mais de 600 profissionais têm valores a receber. “Esse pagamento vai ser manual, um a um. Não é jogado nas contas assim, vai ser feito um a um, pessoa por pessoa."
Em nota, a Prefeitura de Catanduva reforçou “que está empenhada em concluir os repasses o mais rápido possível, garantindo correção e segurança em todas as etapas”.
Quanto aos ex-funcionários que atuavam na sede do Hospital Mahatma Gandhi - são cerca de 70 -, os pagamentos serão feitos pelo próprio Sindicato da Saúde. Entretanto, o recurso financeiro ainda não está disponível. "Está tudo pronto, eu só estou esperando ser creditado na conta para a gente fazer os pagamentos", garantiu Vendramini.
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