Prefeitura anuncia bloqueio de recursos para pagar rescisões
Fotos: Divulgação - Hospital Mahatma Gandhi não fez provisionamento de verbas para rescisões
Serão R$ 6,3 milhões para acertos do Mahatma; ex-funcionários do hospital precisarão mover ações
Por Guilherme Gandini | 21 de dezembro, 2025

A Prefeitura de Catanduva anunciou neste sábado, 20, que obteve êxito nas medidas judiciais ajuizadas perante a Justiça do Trabalho, tendo conseguido bloquear recursos financeiros suficientes para assegurar a quitação das verbas rescisões dos trabalhadores vinculados à UPA e unidades de saúde, que mantinham vínculo empregatício com o Hospital Mahatma Gandhi.

“Os valores encontram-se atualmente sob a tutela da Justiça do Trabalho e sua liberação está condicionada à autorização judicial competente”, informou o governo municipal, destacando o diálogo e ações conjuntas com o Sindicato da Saúde, a fim de garantir os pagamentos. “A preservação dos direitos dos trabalhadores sempre foi prioridade absoluta do município.”

Na quinta-feira, o presidente do sindicato, José Vendramini, informou os trabalhadores que eles teriam de apelar para a Justiça para obter os valores devidos, tendo em vista que dos cerca de R$ 7 milhões que deveriam ter sido reservados, haveria apenas algo em torno de R$ 1 milhão. Vendramini chegou a afirmar que o sindicato estaria de plantão para ajuizar as ações.

Ao mesmo tempo, o sindicalista frisou que a situação só mudaria caso o poder público conseguisse bloquear novos valores em contas ligadas ao Mahatma – que foi o que aconteceu.

Ao jornal O Regional, a Prefeitura de Catanduva informou que o total devido aos ex-funcionários ligados ao Mahatma Gandhi soma R$ 6,3 milhões, mas que o valor bloqueado pela Justiça não pode ser revelado. “O montante bloqueado é suficiente pra quitação das verbas rescisórias de todos os trabalhadores da UPA e UBS que mantém vínculo empregatício”, reforçou.

AÇÕES NA JUSTIÇA

O bloqueio de novos recursos anunciado pela Prefeitura de Catanduva não muda a situação dos trabalhadores recém-desligados que atuavam dentro do próprio Hospital Mahatma Gandhi.

“Parte do hospital que atende SUS vem verbas federais, mas uma grande parte do pessoal que foi demitido, que ainda não saiu a rescisão, o Mahatma Gandhi não vai ter dinheiro. Vai ter que entrar na Justiça para receber”, comunicou Vendramini, ainda na semana passada.

Autor

Guilherme Gandini
Editor-chefe de O Regional.

Por Da Reportagem Local | 07 de janeiro de 2026
Casas são regularizadas após décadas no Parque Flamingo
Por Da Reportagem Local | 07 de janeiro de 2026
Catanduva terá R$ 7,4 milhões em recursos extras para a educação
Por Da Reportagem Local | 07 de janeiro de 2026
Prefeitura cede dois servidores para repor déficit da Polícia Científica