Padre Osvaldo é alvo de críticas na Câmara: "pare de posar pra foto e comece a trabalhar"
Vereador Gleison Begalli relatou problemas nas áreas da saúde, trânsito e iluminação pública, e que governo não é bem avaliado
Foto: CÂMARA DE CATANDUVA - Gleison Begalli disse que paciência está acabando diante das desculpas dos secretários municipais
Por Guilherme Gandini | 19 de junho, 2022
O presidente da Câmara, vereador Gleison Begalli (PDT), foi o último a falar na Tribuna Carlos Machado, na sessão de terça-feira, 14, e fez duras críticas ao prefeito Padre Osvaldo (PSDB). “Não sei se o Padre Osvaldo tem andado, ele anda bastante, faz muita foto, mas acho que está na hora de parar de posar pra foto e começar a olhar pra cidade e trabalhar”, alfinetou.  
 
No discurso, Begalli relatou dificuldades em conseguir melhorias na área de trânsito. “O que eu tenho vivenciado no meu cotidiano parlamentar é uma dificuldade gigantesca para conseguir fazer com que tenhamos acesso a essa secretaria no sentido de atender às demandas”, relatou, apontando descaso da Secretaria de Trânsito para o atendimento da população.  
 
“A paciência está acabando, porque é só desculpa, é amanhã, não tem licitação, não tem tinta, não tem isso, não tem aquilo. Quando eu falo isso, não é pra atender o pedido do vereador, mas é também pra tentar reverter um pouco a forma como o nome do Padre Osvaldo tem sido falado na cidade de forma muito negativa”, completou.  
 
As críticas do parlamentar se estenderam para a saúde pública. “É muita demora no atendimento, falta de remédio, de exame, o que se pensar na área da saúde, é cotidianamente reclamações. A gente fala com a gestora e ela salienta que faltam contratações de médicos por parte do Executivo, falta uma segunda unidade de atendimento, porque a atual não dá conta, mas o que a gente vê é que a população encontra-se desamparada.”  
 
Begalli afirmou que um amigo, secretário do governo, precisou tirar o pai da UPA e interná-lo em um hospital particular. “Ele falou: se eu não coloco meu pai em hospital particular, ele ia morrer. Precisou pagar, juntar os irmãos e pagar uma internação particular para que o pai pudesse ter mais tempo de vida. A saúde de Catanduva está na UTI.” 
 
Por fim, Begalli falou sobre a iluminação pública. “O enredo é o mesmo das duas outras secretarias. A gente pede pra trocar (lâmpadas), eles falam que está aguardando a bendita licitação para essa parceria público-privada, mas não dá pra esperar. A pessoa está com a luz queimada, com a vizinhança apagada, é insegurança que assombra população. Vamos fazer o serviço, não é possível que nem trocar lâmpada na cidade nós vamos conseguir.”

Autor

Guilherme Gandini
Editor-chefe de O Regional.

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