Desde 2021, Claudineia Pereira Rosa da Silva, carinhosamente conhecida como irmã Néia, faz um gesto de amor e solidariedade no bairro Anuar Pachá, em Catanduva. Todos os anos, no dia 25 de dezembro, ela promove o Almoço Solidário de Natal, oferecendo refeição completa para moradores e crianças da comunidade, reunindo quase 200 pessoas em frente à sua casa.
Com a dedicação de irmã Néia, esse público, que não teria condições de celebrar a data com um almoço digno, consegue desfrutar de pratos típicos da data, com direito a frutas e sobremesa. Cada família ganha um panetone ou chocotone e as crianças ainda recebem presentes.
Para que a ação continue transformando vidas, irmã Néia ainda busca por doações de sorvete, para a sobremesa, e de brinquedos para a criançada. Os interessados em contribuir podem entrar em contato diretamente pelo WhatsApp 17 99679-3179. O número também pode ser utilizado como chave Pix para quem quiser fazer doações em dinheiro.
Claudineia já foi cozinheira de famílias tradicionais da cidade e, hoje, atua como missionária na Igreja Assembleia de Deus – Ministério Catanduva, do Pachá, dedicando seu tempo e talento àqueles que mais precisam.
A ideia de realizar o almoço solidário, segundo ela, surgiu em uma inspiração divina. “Eu estava sentada na minha humilde sala e aquela época estava tão difícil, não tinha nada, nem alimento em casa. Faltavam poucos dias para o Natal e ouvi alto, claro e forte uma voz confortável: ‘almoço solidário de Natal’. Eu me espantei, olhei (em volta), aí eu repeti na minha voz. E tive uma visão em que eu fazia muita comida e pessoas carentes vinham comer e saíam felizes”, relembra.
Ela, então, mandou um áudio para uma pessoa, que repassou para outra... “E surgiram vários gomos que se tornou uma grande corrente. E no dia de Natal de 2021, foi servido na calçada da minha casa o almoço para 50 pessoas, para quem não tinha nada naquele dia. Aquele dia eu dividi meu meio pão”, completa irmã Néia, que passou a atender mais pessoas a cada ano.
“É um dia em que as pessoas colocam a melhor roupa e o melhor calçado. E às vezes o melhor calçado é o chinelo, um de cada cor. Mas não lembra da pobreza, não lembra da tristeza, das dívidas, da indiferença. É dia de levantar a bandeira branca: o almoço solidário de Natal”, exalta.
Para acolher tanta gente, mesas e cadeiras são espalhadas pela rua, que é coberta por uma lona preta e algumas tendas emprestadas. Com a ajuda de outros voluntários e muitas doações, o milagre acontece. “Não é no salão, não é entre paredes, para ninguém se constranger. É um lugar onde não tem religião, não tem política, não tem dono. Nós somos anjos de prontidão.”
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