O Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Crecisp) publicou estudo relativo ao mês de dezembro de 2025, comparando os números obtidos nos mercados de venda e locação de casas e apartamentos com os de novembro em São José do Rio Preto e região.
Foram consultadas 85 imobiliárias de Bady Bassitt, Bálsamo, Barretos, Rio Preto, Severínia, Taquaritinga, Urupês, Valentim Gentil, Votuporanga, Bebedouro, Catanduva, Cedral, Indiaporã, Fernandópolis, Mirassol, Monte Aprazível, Novo Horizonte, Olímpia, Pedranópolis e Santa Adélia.
Conforme a pesquisa, o mercado imobiliário da região fechou dezembro com desempenho expressivo, refletindo contexto econômico e social marcado por recomposição gradual da renda, maior previsibilidade do crédito imobiliário e forte demanda por imóveis residenciais usados.
As vendas cresceram 50,41% em relação a novembro, enquanto as locações avançaram 1,44%, consolidando fechamento de ano positivo, especialmente no segmento de compra e venda.
“O resultado de dezembro dialoga com fatores típicos do encerramento do ano, como reorganização patrimonial das famílias, liberação de recursos extraordinários e maior disposição para decisões de longo prazo”, analisa o Crecisp, em nota.
Ao longo de 2025, o acumulado das vendas atingiu alta de 132,76%, evidenciando um mercado resiliente, ainda que sujeito a oscilações mensais causadas por juros, inflação e comportamento cauteloso do consumidor em determinados períodos.
VENDAS
Predominaram imóveis residenciais com valores entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, além de fatia relevante acima de R$ 500 mil, indicando coexistência de demanda por habitação popular e por imóveis de padrão médio e médio-alto. As casas mais negociadas possuíam dois dormitórios e área útil entre 100 m² e 200 m². Nos apartamentos, até dois dormitórios com área de até 50 m².
As áreas nobres concentraram 43,5% das vendas, seguidas pelas regiões periféricas, com 30,4%, e áreas centrais, com 26,1%. O financiamento imobiliário permaneceu como pilar das transações. A Caixa respondeu por 33,3% das vendas financiadas, outros bancos por 16,7%, e 37,5% dos negócios foram fechados à vista ou por consórcio. A venda direta com o proprietário somou 12,5%.
LOCAÇÕES
No segmento de locações, as casas lideraram com 77% dos contratos, enquanto os apartamentos ficaram com 23%. Os valores de aluguel concentraram-se majoritariamente até R$ 1.000, evidenciando forte demanda por moradia acessível. As casas mais alugadas tinham dois dormitórios e área entre 100 m² e 200 m². Nos apartamentos, destacaram-se unidades de dois e três dormitórios, também com áreas maiores, entre 100 m² e 200 m².
A periferia concentrou 68,2% das novas locações, reforçando o peso do fator preço na decisão dos inquilinos. As regiões centrais responderam por 27,3%, enquanto os bairros nobres ficaram com apenas 4,5%. O fiador permaneceu como a principal garantia locatícia, utilizada em 45,8% dos contratos, seguido pelo seguro fiança, com 33,3%, e pelo depósito caução, com 20,8%.
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