A Justiça autorizou o pagamento das rescisões dos ex-colaboradores do Mahatma Gandhi que trabalhavam nos postos de saúde e na UPA de Catanduva. Serão utilizados valores que estão bloqueados nas contas da instituição. Conforme acordado por prefeitura e Sindicato da Saúde, os pagamentos serão feitos pela municipalidade. O dinheiro deve ser liberado em poucos dias.
As verbas foram bloqueadas pela Justiça do Trabalho em dezembro, conforme anúncio feito no ocasião pela Prefeitura de Catanduva, que moveu ações com intuito de assegurar a quitação das verbas rescisórias dos trabalhadores, em movimento conjunto com o órgão sindical.
Ao jornal O Regional, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o total devido aos ex-funcionários ligados ao Mahatma Gandhi soma R$ 6,3 milhões, mas que o valor bloqueado pela Justiça não poderia ser revelado. “O montante bloqueado é suficiente pra quitação das verbas rescisórias de todos os trabalhadores da UPA e UBS que mantém vínculo empregatício”, reforçou.
Os profissionais foram dispensados em novembro do ano passado, depois que os contratos de gestão da UPA 24h e da rede de atenção básica foram encerrados unilateralmente pelo poder público. A decisão, tomada em agosto, foi efetivada após o fim do período de intervenção judicial no Mahatma Gandhi, de agosto a novembro, em função do afastamento dos ex-diretores.
O Associação de Benemerência Senhor Bom Jesus, de Monte Azul Paulista, assumiu a cogestão da saúde pública de Catanduva de forma emergencial em 12 de dezembro de 2025, inclusive recontratando ex-funcionários do Mahatma Gandhi. O contrato emergencial é de 12 meses.
Ex-funcionários do hospital também receberão acerto
O Sindicato da Saúde confirmou ao jornal O Regional que ex-colaboradores que atuavam dentro do Hospital Mahatma Gandhi, sede da instituição, também serão receberão suas rescisões. “Teve cerca de 70 demissões do hospital, da sede, e isso ia virar uma ação trabalhista que poderia durar anos. O Sindicato da Saúde pediu para incluir esses trabalhadores e a Justiça deferiu”, celebrou o presidente José Vendramini, afirmando que as verbas bloqueadas atenderão esse público.
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