Investigação da Polícia Civil sobre a atuação do PCC revelou episódio envolvendo a gestão do ex-governador João Doria. Segundo a apuração, João Gabriel de Melo Yamawak, apontado como operador financeiro da facção, teria utilizado o heliponto do Palácio dos Bandeirantes para se deslocar até o Estádio do Morumbi, em 2022.
De acordo com o portal Metrópoles, o ex-vereador Thiago Rocha de Paula, de Santo André, preso sob suspeita de atuar como elo político do PCC, teria viabilizado o pouso. Outro possível envolvido seria ex-assessor do então secretário de Desenvolvimento, Marco Vinholi.
“Um ex-assessor da gestão João Doria (PSDB) e atual suplente de deputado federal paulista pode ter sido o responsável pela articulação. Isso porque, segundo a investigação policial, o número de Adriano Guimarães Simões, ex-assessor do secretário de Desenvolvimento Regional Marco Vinholi (Republicanos), aparece entre os contatos do celular de Thiago Rocha (PSD)”, diz o site.
Questionado por O Regional, Vinholi afirmou desconhecer o episódio e os envolvidos, e que nenhum assessor vinculado ao seu gabinete manteve qualquer contato com o tema.
Confira a resposta do ex-secretário na íntegra:
O tema tratado na matéria refere-se ao pouso, no Palácio dos Bandeirantes, de um helicóptero vinculado a indivíduo posteriormente apontado como suspeito de relação com o crime organizado. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o sr. Thiago Rocha de Paula exercia mandato de vereador em Santo André à época e mantinha, em sua agenda telefônica, o contato de uma pessoa que havia trabalhado no governo em anos anteriores, com atuação no atendimento a parlamentares — circunstância que teria sido utilizada na tentativa de viabilizar acesso ao heliponto do Palácio. Cumpre destacar de forma categórica que Marco Vinholi desconhecia completamente o episódio, assim como os envolvidos. Nenhum assessor vinculado ao seu gabinete manteve qualquer contato com o tema. Ressalte-se, ainda, que a gestão do heliponto do Palácio dos Bandeirantes não está sob sua atribuição, sendo da gestão da Casa Militar. Dessa forma, é fundamental a avaliação sobre o procedimento de trânsito de aeronaves na época junto aos responsáveis. - Assessoria Marco Vinholi
Leia mais em:
https://www.metropoles.com/sao-paulo/quanto-custou-pouso-de-helicoptero-no-palacio-dos-bandeirantes-em-2022
Autor