Alesp aprova ampliação da licença-paternidade de servidores para 20 dias
Foto: Rodrigo Romeo/Alesp - Votação foi realizada na tarde de terça-feira na Assembleia Legislativa
Medida contempla estatutários e empregados públicos celetistas, incluindo casos de adoção
Por Da Reportagem Local | 21 de maio, 2026

Em votação simbólica realizada na terça-feira, 19, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou o projeto que amplia de 5 para 20 dias a licença-paternidade dos servidores públicos estaduais. A medida contempla estatutários e empregados públicos celetistas, além de assegurar tratamento igualitário nos casos de adoção por cônjuge ou companheiro.

O PL 418/2026 também aprimora as regras atuais da licença-maternidade. O texto aprovado estabelece que o benefício passe a contar após a alta hospitalar da mãe ou do bebê - o que ocorrer por último. Além disso, determina que, em casos de internação prolongada, as licenças de mães e pais tenham início somente após a alta.

"O governador foi muito assertivo ao encaminhar esse projeto porque fortalece a proteção da criança, incentiva a maior participação dos pais nos cuidados iniciais e moderniza a legislação. É importante ter a figura paterna auxiliando a mãe nesse momento tão sensível e especial", afirmou a deputada Letícia Aguiar (PL) durante discussão na reunião conjunta de comissões.

O deputado Capitão Telhada (PP), que é policial militar, lembrou que, quando se tornou pai, teve direito a apenas cinco dias de licença. "Apresentei projetos de lei sobre licença-maternidade e licença-paternidade. Falei com o governador sobre a importância da valorização humana dos nossos policiais e dos demais servidores. Esse é um trabalho que Legislativo e Executivo apresentam, juntos, como uma conquista para os servidores públicos estaduais."

As deputadas Professora Bebel (PT) e Monica Seixas do Movimento Pretas (Psol) valorizaram a aprovação da proposta, mas lamentaram a rejeição de emendas que ampliariam ainda mais os períodos de licença. "É um direito muito importante. O homem deveria ter o direito de conviver ainda mais tempo com essa vida que chega, mas temos que celebrar as vitórias", avaliou Monica.

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Da Reportagem Local
Redação de O Regional

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