A Fundação Padre Albino será reconhecida nacionalmente nesta quinta-feira, 28, com o Prêmio Gestão Primme, na categoria Humanização e Experiência do Paciente, pelo projeto “Uso de Óculos de Realidade Virtual como estratégia de reabilitação física em pacientes internados”. A premiação acontecerá no Renaissance São Paulo Hotel, na capital, reunindo instituições de saúde de todo o país com iniciativas voltadas à inovação, gestão e assistência hospitalar.
A iniciativa reconhece cases de sucesso que valorizam decisões estratégicas, projetos bem executados e soluções aplicáveis à realidade da saúde filantrópica e do SUS. Os vencedores também serão divulgados na Revista Gestão Primme, publicação especializada na área da saúde.
O projeto da Fundação Padre Albino teve início em novembro de 2022, após a doação dos óculos de Realidade Virtual (RV) pela própria equipe de Fisioterapia dos hospitais da instituição. Cada hospital recebeu uma unidade do dispositivo e os profissionais passaram por treinamentos específicos para capacitação e implantação da tecnologia na rotina assistencial.
A abordagem tecnológica surgiu da necessidade de aumentar a adesão dos pacientes internados às atividades de reabilitação física durante a hospitalização. Como estratégia, os óculos de Realidade Virtual passaram a proporcionar experiências imersivas por meio de estímulos visuais e auditivos em 3D, favorecendo a interação entre pacientes e profissionais de saúde.
A tecnologia permite que os pacientes realizem movimentos corporais de forma mais espontânea e participativa, contribuindo para ganho de força muscular, melhora da coordenação motora, equilíbrio e estímulo cognitivo e emocional. Além dos benefícios físicos, a iniciativa trouxe impacto positivo na experiência dos pacientes durante o tratamento, tornando o processo de reabilitação mais leve, acolhedor e humanizado.
De acordo com a coordenadora do Serviço de Reabilitação da Fundação Padre Albino, Keity Emiliene Guim, a proposta utiliza a tecnologia como ferramenta complementar no processo terapêutico. “A realidade virtual trouxe forma lúdica e interativa de trabalhar os exercícios, promovendo bem-estar e maior participação dos pacientes. Por meio de sons e imagens em 3D conseguimos estimular movimentos corporais importantes para a reabilitação da marcha, coordenação motora e equilíbrio, além de favorecer o desempenho cognitivo e emocional. E tudo isso respeitando as preferências individuais de cada paciente”, explica.
Para a diretora de Saúde e Assistência Social, Renata Rocha Bugatti, os resultados incluem maior engajamento nas sessões de fisioterapia e melhora na experiência hospitalar. “Os resultados observados incluem maior adesão às sessões de reabilitação, aumento da motivação dos pacientes e melhora na interação entre equipe assistencial e internados. Outro diferencial do projeto é sua viabilidade de aplicação em instituições filantrópicas, por utilizar tecnologia acessível, sustentável e facilmente incorporada à rotina hospitalar”, destacou.
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