Espetáculo de dança ‘Aqui, Ainda’ estreia em Rio Preto na quinta-feira
Foto: Edgar Machado - Coreograficamente, o trabalho se constrói a partir do pulso e do ritmo
Apresentação faz parte da trilogia que discute amor, afeto e relações que perpassam corpos negros
Por Da Reportagem Local | 05 de maio, 2026

Espetáculo protagonizado pelo artista da dança Mayk Ricardo e a dançarina Carol Cof que discute o amor, o afeto e as relações que perpassam os corpos de pessoas negras, o dueto Aqui, Ainda estreia quinta-feira, dia 7 de maio, às 20h, no Sesc Rio Preto. A apresentação é gratuita e acontece na área de convivência, sem necessidade de retirada de ingresso.

A obra apresenta dois corpos negros em um encontro para refletir sobre o amor como ética de vida, força que sustenta e fortalece existências negras, abrindo caminhos para as próximas gerações. De mãos dadas, resistem ao caos, à incomunicabilidade e à velocidade do tempo, reafirmando a importância da presença afetiva e da escuta.

Na cena, os corpos buscam reconexão consigo e com o outro, em um movimento atravessado pelo afeto em meio às violências cotidianas. Cada gesto é permanência, cada toque é cuidado, cada encontro é sobrevivência. Direção artística e coreográfica de Mayk Ricardo, responsável pela criação em parceria com Carol Cof, com colaboração dramatúrgica de Anna Claudia Magalhães.

Na mesma data, a partir das 14h, o público poderá conhecer os bastidores do processo de montagem durante uma vivência com Andrea Capelli, atriz, bailarina, coreógrafa e produtora. A atividade é gratuita, sem retirada de ingressos.

 SOBRE A MONTAGEM

Aqui, Ainda é a segunda parte da Trilogia Afetos Negros, de Mayk Ricardo, inaugurada pelo espetáculo solo TENHA CUIDADO! É o meu coração (2024). Por meio da série, o artista investiga o amor como forma de resistência e estratégia diante das violências que atravessam cotidianamente as pessoas pretas.

Coreograficamente, o trabalho se constrói a partir do pulso e do ritmo: contrações, espasmos, tremores e pausas revelam o colapso e a persistência desses corpos.

Segundo Mayk, a fisicalidade alterna entre densidade e leveza, ruído e silêncio, buscando outras lógicas de movimento no encontro. “Como no kintsugi, técnica japonesa de reparar cerâmicas com ouro, o trabalho assume suas fissuras como parte da beleza e da história”, diz o criador.

Autor

Da Reportagem Local
Redação de O Regional

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