Com o auge do verão e das férias escolares em janeiro, o cuidado com as crianças em praias e piscinas torna-se prioridade para as famílias. Para além da supervisão constante, um fator muitas vezes negligenciado pode salvar vidas: a cor da vestimenta. O pediatra e endocrinologista pediátrico Miguel Liberato alerta que a escolha estratégica do traje de banho e dos dispositivos de flutuação é essencial para prevenir acidentes graves.
De acordo com o especialista, a visibilidade é o primeiro passo para a segurança. "As cores vibrantes, como vermelho, amarelo e laranja, aumentam o contraste visual, facilitando a identificação rápida da criança em ambientes aquáticos", explica.
Em contrapartida, tons de azul claro, cinza ou verde devem ser evitados, pois tendem a se confundir com o fundo das piscinas ou com a tonalidade do mar, dificultando o resgate em situações críticas.
Outro aliado importante para a segurança em locais públicos de grande movimento são as roupas que integram tecnologia de identificação. O médico destaca o uso de trajes com QR Codes que direcionam para informações de contato dos pais.
"Inovações que trazem a frase 'Me Encontre' e um código escaneável permitem que os dados dos responsáveis sejam acessados rapidamente em casos de desencontros, agilizando a localização e reduzindo o trauma para a criança e para a família", pontua.
A análise dos acessórios de flutuação também faz parte das recomendações. Liberato enfatiza que nem todo equipamento vendido como recreativo é seguro. E desencoraja o uso de boias de cintura ou com encaixe para pernas, que podem furar ou tombar, e boias de braço, que podem escorregar. O flutuador infantil de corpo é ideal por combinar suporte no peito e nos braços.
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