O Governo de São Paulo gastou cerca de R$ 300 mil para bancar viagens realizadas por um capitão da Polícia Militar para fazer a segurança pessoal do ex-governador João Doria, mesmo depois que ele renunciou ao cargo. A informação foi divulgada pelo site Metrópoles. Na região, Doria tem apoio do ex-deputado estadual Marco Vinholi, que chegou a compor a equipe do governo tucano entre 2018 e 2022. O prefeito Padre Osvaldo também apoiou a gestão Doria.
De acordo com a reportagem do Metrópoles, o Portal da Transparência que desde 31 de março de 2022, quando Doria renunciou ao cargo com a intenção de se candidatar à Presidência da República, o capitão da PM e ajudante de ordens de Doria desde o governo, Marcelo Kamada, teve R$ 290,7 mil em passagens aéreas custeadas pelo governo estadual.
“O valor engloba viagens acompanhando Doria a, ao menos, 11 países diferentes, alguns deles em mais de uma ocasião: Inglaterra, EUA, China, Emirados Árabes, Suíça, Panamá, Holanda, Portugal, Índia, Itália e França”, revela o portal. “Entre as cidades pelas quais Doria passou acompanhado do servidor da Casa Militar, estão Dubai (ao menos seis vezes), Paris, Roma, Miami, Amsterdam, Mumbai, Nova York e Londres.”
Uma das viagens em que o policial acompanhou o ex-governador a Nova York, custou R$ 17 mil aos cofres do estado em passagens de ida e volta emitidas em maio de 2023, cerca de um mês depois que Doria deixou o governo. “Outra passagem, no valor de R$ 13 mil, levou o capitão a Fort Lauderdale, na Flórida, a 40 km de Miami e conhecida pelas praias paradisíacas”, apontou.
O custeio da segurança pessoal de Doria é sustentado por decreto assinado pelo então governador Geraldo Alckmin (PSB), em 2004, dá direito a ex-governadores e seus familiares terem segurança oferecida pela Casa Militar do governo durante todo o mandato subsequente.
Após deixar a política, Doria retomou suas atividades empresariais no Lide (Grupo de Líderes Empresariais), fundado por ele e que costuma promover eventos em diferentes lugares do mundo. Procurado pela reportagem do Metrópoles, Doria não quis comentar o assunto.
RELEMBRE
O ex-governador Doria deixou o comando do governo estadual para se lançar pré-candidato à Presidência da República em 2022 e chegou a nomear o ex-deputado estadual e ex-secretário de seu governo, Marco Vinholi, como coordenador da campanha. Na época, Vinholi presidia o PSDB em São Paulo e apadrinhou o prefeito Padre Osvaldo como candidato à Prefeitura de Catanduva. Quase dois meses depois de renunciar ao governo paulista, Doria desistiu da corrida eleitoral.
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