Diocese diz que fatos foram apurados e mantém as ordenações de seminaristas
Foto: Vitor Zocarato - Dom José Benedito Cardoso, atual bispo, reafirmou tolerância zero aos abusos
Manifestação trata sobre denúncias feitas por um padre; pedido é para que fiéis tenham confiança
Por Da Reportagem Local | 09 de março, 2026

A Diocese de Catanduva se manifestou nesta segunda-feira, 9, diante dos desdobramentos das denúncias feitas por um padre contra o bispo emérito dom Valdir Mamede, que renunciou ao cargo em 2023. O inquérito policial contra o religioso foi arquivado, mas declarações feitas por ele vieram à tona, e levaram o denunciante a sugerir que as ordenações sejam suspensas.

O pedido foi feito em carta enviada a dom José Benedito Cardoso, bispo de Catanduva, e a outras autoridades da igreja. No documento, ele afirma que as declarações do investigado no inquérito policial têm contribuído “para um estado de descrença entre o povo de Deus”, fazendo referência ao fato de dom Valdir ter confessado atos de natureza sexual – consensuais, segundo ele.

No comunicado público, a Diocese de Catanduva frisa que os fatos denunciados foram objeto de apuração tanto pelas autoridades quanto pela própria Igreja Católica, frisando que membros da diocese colaboraram e prestaram depoimentos à investigação policial, que acabou arquivada.

“No âmbito eclesiástico, as autoridades competentes da Igreja também realizaram averiguações internas, conduzidas de forma reservada conforme determinam as normas do Código de Direito Canônico. Como resultado desse processo, foram adotadas medidas administrativas e pastorais, e o então bispo diocesano renunciou ao ofício e deixou o governo pastoral da Diocese”, relata.

A Diocese conduzida hoje por dom José Benedito Cardoso ainda reafirmou seu compromisso com os princípios expressos pelo papa Francisco, especialmente no que se refere à tolerância zero para abusos e à necessidade de respeitar todos os envolvidos. E ressaltou: “É fundamental preservar a dignidade, reputação e os direitos de todos, evitando julgamentos precipitados.”

Com relação aos seminaristas em processo de formação, a Diocese de Catanduva afirmou que, uma vez que eles não foram formalmente responsabilizados por qualquer irregularidade, não há até o momento razões que impeçam “o regular acompanhamento formativo e o discernimento vocacional daqueles que se encontram no caminho para o ministério ordenado”.

Ao final, a Diocese de Catanduva pediu que todos os fiéis mantenham a serenidade, o respeito mútuo e a confiança “de que a Igreja continua empenhada em caminhar na luz do evangelho, promovendo sempre a dignidade da pessoa humana e a transparência em suas ações.”

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Da Reportagem Local
Redação de O Regional

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