O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher realizou diálogo aberto sobre o enfrentamento à violência doméstica em sua reunião mensal, nesta quarta-feira, 25, em encontro que teve a participação de representantes da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Polícia Militar (PM).
A reunião aconteceu em formato de bate-papo, permitindo que as conselheiras questionassem, compartilhassem situações e tirassem dúvidas diretamente com representantes das forças de segurança, especialmente sobre como funciona o atendimento em casos de ameaça e agressão.
Durante o encontro, a Polícia Militar falou sobre o aplicativo SP Mulher Segura, que disponibiliza recursos adicionais às vítimas, proporcionando mais segurança a mulheres em situação de risco. Entre as principais funcionalidades da ferramenta estão o registro de boletins de ocorrência de forma remota e o botão do pânico, destinado a mulheres que possuem medida protetiva.
Ao ser acionado, o pedido de socorro é encaminhado automaticamente ao Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), que envia a viatura mais próxima por meio de georreferenciamento. O app também integra serviços como a Defensoria Pública, o Ministério Público e a Secretaria de Políticas para a Mulher, além de reunir informações sobre a rede de proteção, orientações sobre acolhimento e os serviços disponíveis em cada município do Estado.
Por sua vez, a Guarda Civil Municipal reforçou a importância da denúncia para que as forças de segurança possam agir com rapidez e efetividade. Segundo a corporação, na maioria das vezes as agressões acontecem dentro das residências, longe do olhar público, o que torna essencial que a vítima ou pessoas próximas comuniquem a situação às autoridades.
As mulheres que precisarem de ajuda podem acionar a GCM pelo telefone 153, a Polícia Militar pelo 190, utilizar o Disque 180 ou recorrer ao aplicativo da PM, além dos demais canais oficiais.
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