Comando dos Bancários convoca Dia Nacional de Luta contra o assédio moral e sexual
Movimento é reflexo das notícias e relatos sobre as práticas criminiosas na categoria bancária, principalmente dentro da Caixa
Foto: DIVULGAÇÃO - Diretor do Sindicato dos Bancários frisa que as ameaças assediadoras têm sido rotina na vida das mulheres nas empresas privadas e públicas
Por Da Reportagem Local | 05 de julho, 2022
 
 

Os bancários de todo o Brasil realizam o Dia Nacional de Luta contra o assédio moral e sexual, nesta terça-feira, 5. Idealizado pelo Comando Nacional dos Bancários, o ato pretende intensificar as denúncias e a exigência de apurações junto à base da categoria e à sociedade.  

Juvandia Moreira, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das coordenadoras do Comando Nacional, lembra que nos últimos dias acompanhamos as notícias e os relatos sobre as práticas criminosas de assédio moral e sexual na categoria bancária, principalmente contra as colegas bancárias da Caixa.  

“As entidades sindicais já repercutiram os fatos cobrando apuração e, com isso, desencadeou expressivo envolvimento em âmbito nacional. Não vamos parar enquanto todos os casos forem investigados e os culpados punidos”, garantiu. 

Juvandia informou que o foco será o respeito às mulheres, a equidade de condições no trabalho, a exigência de respeito e acolhimento às colegas denunciantes dos casos ocorridos na Caixa.  Para as mídias sociais, a orientação é usar a #BastaDeAssedio. 

O diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, o Tony, reforça a cobrança por imediata apuração dos crimes e punição dos infratores ao mesmo tempo que seja colocada como prioridade na mesa de negociação a pauta de Igualdade de Oportunidades. O tema será reforçado no protesto desta terça-feira. 

"As ameaças assediadoras têm sido rotina na vida das mulheres quer seja nas empresas privadas, quer nas empresas públicas. Em especial na Caixa, os trabalhadores e trabalhadoras sofrem com cobrança por metas desumanas, pressão severa por desempenho e produtividade, elevando os casos de assédio moral e aumentando o adoecimento dos bancários”, frisa.  

Segundo ele, não basta combater o silenciamento e tirar as mulheres de dentro do ciclo da violência de gênero - que engloba o assédio sexual -, se ela continuar com medo de perder seu emprego, se ela não souber que será acolhida.

“Essa conscientização tem que ser fomentada e o comprometimento contra a prática de assédio e por respeito às mulheres tem que de prevalecer em todas as esferas da sociedade, inclusive nos ambientes de trabalho."

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Da Reportagem Local
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