Com retomada dos eventos, procura por roupas caipiras tem aumentado
Compra ou empréstimo de roupas xadrez ou com estampas na temática do festejo junino cresceram em Catanduva
Foto: ARQUIVO PESSOAL - Patrícia Araújo, proprietária de um brechó infantil, celebra as vendas após período pandêmico
Por Myllayne Lima | 19 de junho, 2022
 
 

Após dois anos de paralisação devido à pandemia provocada pela Covid-19, as festas juninas voltaram com tudo. A procura por roupas xadrez ou com estampas na temática do festejo tem crescido em Catanduva.  

“Nem tinha me preparado para tanta procura, as roupas de menino esgotaram agora tenho só vestidos para alugar”, comemora Patrícia Araújo, proprietária de um brechó infantil em Catanduva há 9 anos.  

Patrícia relembra o período pandêmico. “Quando começou a pandemia e tudo teve que fechar e o período que tivemos que vender apenas em estilo take away (da porta para fora), apesar de tudo aquilo, consegui vender um pouco, porque criança perde muita roupa. Quando era permitido, eu fazia entrega dos produtos. Depois que voltou a normalidade, percebi que caiu mais o movimento, quando estava no período crítico, as pessoas procuravam mais produtos, talvez pela instabilidade de abrir e fechar ou receio de acabar os produtos.” 

A empresária conta que para manter o estabelecimento desfez de bens e recorreu a empréstimo. “Eu tive que vender carro, demitir funcionário. Através da venda do meu carro, eu consegui me manter uns meses, foi assim que fui driblando para manter a porta aberta, ainda assim, entrei em empréstimo. Agora que deu uma melhorada, mas o fim do ano passado e começo do ano foi muito difícil, a ponto de achar que teria que fechar as portas.” 

Ela relata que conseguiu retomar a estabilidade com as vendas no Carnaval. “Apesar de não ter tido festa, eu tenho setor de fantasia, foi uma época boa. As escolas fizeram festas, as mães aderiram e teve bastante procura por fantasias.” 

Patrícia tem fé em dias melhores. “Agora nós vamos engatinhando, se recuperando, mas se não fosse a venda do meu carro e o empréstimo, lutar para manter a porta aberta, não estaria mais aqui. Graças a Deus consegui e agora vamos correr, lutar, ter a perspectiva de que vai melhorar e acreditar.” 

 

Autor

Myllayne Lima
Repórter de O Regional.

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