Os números do Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados referentes ao mês de março, divulgados na quinta-feira, 30, não foram nada favoráveis para Catanduva. O município fechou 1.020 postos de trabalho em apenas um mês – no terceiro pior resultado para um único mês em toda a série histórica –, levando ao saldo negativo de 734 vagas no acumulado do ano.
Em 2026, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o município teve saldo negativo na geração de empregos em janeiro, com 82 vagas fechadas, e leve recuperação em fevereiro, com 368 postos abertos. O segundo mês do ano pode ser encarado como exceção em meio aos resultados negativos verificados em outubro, novembro, dezembro, janeiro e março.
Quando o saldo é positivo significa que houve mais admissões do que desligamentos no mercado; no saldo negativo, há mais demissões do que contratações. No ano, Catanduva soma 5.895 admissões e 6.629 desligamentos, enquanto no mês de março foram 1.869 e 2.889, respectivamente. O estoque de trabalhadores com carteira assinada caiu para 42.247.
O setor de serviços foi o grande vilão, no mês de março, com 902 admitidos e 1.882 desligados, resultando em saldo negativo de 980 vagas. O estoque mensal caiu quase 5% e somou 18.805. A construção civil também contribuiu com o resultado ruim, fechando 78 postos, enquanto o comércio perdeu 2 vagas. Por outro lado, a agropecuária abriu 14 empregos e a indústria 26.
Já no acumulado do ano, apenas o setor industrial de Catanduva teve desempenho positivo, com abertura de 327 empregos formais. Os demais resultados, todos negativos, foram os seguintes: o comércio perdeu 40 vagas, a agropecuária 48, a construção 62 e os serviços 911. Na análise por faixa etária, somente os grupos de até 17 anos e de 18 a 24 anos tiveram saldos positivos.
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