Catanduva encerra semestre com recorde de exportações em 11 anos
Empresas venderam 153,1 milhões de dólares, com alta de 4,3% com relação a 2023
Foto: Chuttersnap/Unsplash - Países que mais compraram produtos locais foram a China, Emirados Árabes e Itália
Por Guilherme Gandini | 07 de julho, 2024

As exportações feitas pelas empresas de Catanduva tiveram crescimento de 4,3% no primeiro semestre deste ano, na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. O volume financeiro chegou a 153,1 milhões de dólares no período. Os dados de junho foram divulgados na quinta-feira, 4, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, o resultado foi um recorde dos últimos 11 anos no mesmo período. “Catanduva continua avançando no comércio exterior, alcançando recordes históricos em exportação”, celebrou Fernando Braz, secretário municipal de Desenvolvimento, ao analisar os números, em contato com a reportagem. 

Com esse desempenho, Catanduva aparece na 48ª posição do ranking de exportadores do estado de São Paulo, com participação de 0,4% nas vendas internacionais. Levando em conta o cenário nacional, o município figura na posição 199 dos exportadores do país.

Outra informação relevante é que, de janeiro a junho, o saldo da balança comercial catanduvense teve superávit de 134,8 milhões, já que o município importou 18,2 milhões no período, em queda de 51,3% no comparativo com as compras feitas do exterior no primeiro semestre de 2023. Com isso, a cidade ficou em 111º lugar entre os importadores paulistas.

O principal produto exportado foi o açúcar, que totalizou 72,4 milhões de dólares, ocupando fatia de 47% das vendas ao exterior. A variação foi de 2,3% com relação ao mesmo período do ano passado. Na sequência aparecem os extratos, essências e concentrados de café, que somaram 50,2 milhões de dólares no semestre, em participação de 33% e alta de 16,1%.

O terceiro produto mais vendido foi o óleo de amendoim, que representa 12% das exportações, num total de 18,6 milhões de dólares. Neste caso, porém, houve recuo de 20,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Depois ainda aparecem os sumos de frutas, com 4,6 milhões de dólares (3%); os óleos essenciais, com 3,3 milhões (2,2%) e os citrinos, com 1,5 milhão (1%).

No quesito importação, Catanduva comprou 14,6 milhões de dólares em leite e nata no exterior, o que totalizou 80% das aquisições no período, com alta de 28,5%. Depois aparecem os motores e geradores elétricos (4,8%), bombas para líquidos (3,4%), torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes (2,7%), máquinas e aparelhos mecânicos (1,2%) e tubos e acessórios (1%).

PARCEIROS

Os países que mais compraram produtos catanduvenses foram a China, com 12% de participação, os Emirados Árabes e a Itália, ambos com 8,5%. Depois aparecem Bangladesh (6,6%), Japão (6,3%), Estados Unidos (5,8%), Coreia do Sul (5,6%), Indonésia (5,5%) e Egito (5,1%). Já as importações foram feitas, em sua maioria, do Paraguai (47%), Argentina (24%), China (12%), Uruguai (9,1%) e Itália (6,4%), já que os demais não chegaram a 1%.

RECORDE

Catanduva teve seu melhor desempenho no mercado internacional, levando em conta apenas o primeiro semestre, no ano de 2011, quando foram exportados 234,2 milhões de dólares. No ano seguinte, 2012, foram 208,7 milhões. O terceiro melhor resultado é justamente o deste ano.

Autor

Guilherme Gandini
Editor-chefe de O Regional.

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