Catanduva iniciou o ano com um cenário muito mais favorável no combate à dengue. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, os casos confirmados em janeiro de 2026 caíram mais de 98% em relação ao mesmo mês do ano passado. Para o setor, a redução é “resultado direto das ações intensificadas de prevenção e controle realizadas ao longo de 2025”.
No comparativo, em janeiro de 2025 a cidade registrou 1.212 casos da doença, ao passo que no mês passado foram apenas 13 confirmações, além de 90 exames em investigação, o que possibilita antever dois pontos: os dados devem sofrer alterações a partir desses resultados, mas a diferença em relação ao pico registrado no ano passado já é altamente significativa.
A redução também é notável no número total de notificações de dengue. Em janeiro de 2025, foram 2.041 registros de pessoas com sintomas compatíveis com a doença. Já em janeiro de 2026, esse número caiu para 196 - retração de mais de 90%.
“Esses números refletem a eficácia das ações promovidas pela EMCAa (Equipe Municipal de Combate ao Aedes aegypti), que manteve trabalho ininterrupto mesmo fora do período de pico. Entre as medidas adotadas estão mutirões nos bairros, visitas domiciliares, nebulização em áreas com foco do mosquito, uso de armadilhas (EDLs) e ações educativas”, ressalta o governo.
Apesar da queda expressiva dos indicadores, a Secretaria de Saúde reforça que a luta contra a dengue não pode parar. “O mosquito transmissor continua ativo, principalmente em períodos de chuva e calor, e a maior parte dos criadouros segue sendo encontrada dentro das residências.” A orientação é reservar 10 minutos por semana para verificar quintal, calhas, vasos e ralos.
EPIDEMIA
Em 2025, Catanduva vivenciou epidemia de dengue com mais de 7 mil casos. O primeiro trimestre foi o período mais grave, com 1.212 casos em janeiro, 1.672 em fevereiro e 1.835 em março. A partir daí, os números caíram: foram 838 em abril, 591 em maio, 189 em junho, 85 em julho e 52 em agosto – o patamar mais baixo do ano. Nos meses seguintes, o indicador continuou controlado, com 84 casos em setembro, 101 em outubro, 79 em novembro e 60 em dezembro.
Autor