A Cabine Lilás é um serviço de atendimento especializado integrado ao 190 da Polícia Militar. Na região, ele está ligado ao Comando de Policiamento do Interior 5 (CPI-5), que tem sede em São José do Rio Preto. Com abrangência em 96 municípios, a unidade opera 24 horas, garantindo suporte ininterrupto à rede de proteção à mulher.
O trabalho é feito por policiais femininas especializadas para romper o ciclo da violência e inclui até o monitoramento de vítimas que solicitaram auxílio, avaliando suas necessidades. Em um ano de operação, a Cabine Lilás contabiliza mais de 2.200 acolhimentos especializados na região.
“Realizamos 2.227 acolhimentos, orientações e auxílios a todas as mulheres que procuraram pela Cabine Lilás. O atendimento é pelo telefone 190. A mulher pode solicitar o atendimento da Cabine Lilás e o atendente também pode direcioná-la”, informa tenente Padilha.
Segundo a policial, a Cabine Lilás aumentou os chamados relacionados à violência contra a mulher. “Antes da implantação, a gente tinha 50% menos denúncias. Então a cabine funciona nesse sentido. Ela tem a tendência a fazer com que a mulher se sinta segura em fazer a denúncia. Ela tem apoio, orientação, sabe por onde começar e como vai se desenrolar o atendimento.”
COMO FUNCIONA
De acordo com a Polícia Militar, o acesso ao serviço pode ser realizado de duas formas principais via telefone 190. Na emergência imediata, em casos de risco iminente, qualquer atendente do 190 realiza o cadastro prioritário para o envio urgente de uma viatura ao local da ocorrência.
Caso não haja risco imediato, a vítima pode solicitar ao atendente a transferência direta para a Cabine Lilás. Lá, receberá atendimento de policiais femininas especializadas para acolhimento e orientações técnicas sobre como romper o ciclo da violência.
SUPORTE CONTINUADO
O efetivo policial feminino atua no suporte continuado, com acompanhamento pós-chamado para monitoramento das vítimas que solicitaram auxílio, e suporte digital, com envio de links via WhatsApp, incluindo para o app Mulher Segura, que possui o chamado Botão de Pânico. A equipe também faz articulação de rede, com direcionamento aos órgãos socioassistenciais.
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