Foi celebrado no sábado, 13 de dezembro, o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, data criada para motivar reflexões, combater o preconceito e propor soluções para os desafios enfrentados por pessoas nessa condição. No Brasil, são cerca de 7 milhões de pessoas cegas ou com algum tipo de deficiência visual, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), número que demanda políticas públicas de inclusão mais urgentes.
Sensíveis à essa questão, as alunas Flávia Toledo, Gabriela Clancher e Giulia Bueno, do curso de Desenvolvimento de Sistemas da Escola Técnica Estadual (Etec) Profª Marinês Teodoro de Freitas Almeida, de Novo Horizonte, desenvolveram tecnologia assistiva para garantir mais autonomia aos deficientes visuais.
O projeto Giglafla: sensor para deficientes visuais consiste num sistema de assistência portátil para pessoas deficientes visuais, baseado na plataforma Arduino e sensor ultrassônico capaz de detectar obstáculos e buracos no caminho.
A detecção é feita por meio da medição contínua entre o sensor e os objetos que estão à frente do usuário e emite alertas sonoros. Segundo Flavia, já existem no mercado dispositivos semelhantes, mas a um custo de R$ 5 mil aproximadamente, enquanto o protótipo desenvolvido pelas alunas tem um custo estimado em R$ 300. “Essa diferença torna o nosso projeto mais acessível e adequado à população com deficiência visual que tem mais restrições financeiras”, afirma.
Para o coordenador do projeto, Daniel Bruno da Silva, a tecnologia assistiva permite integrar o deficiente visual à vida cotidiana e futuramente esse protótipo poderá ser adaptado a diversos formatos de acessórios como bengala, chapéu, cinto e óculos, com acionamento de alerta vibratório que sinaliza obstáculos ou buracos no caminho do usuário.
“Acessibilidade não significa apenas permitir o acesso físico, mas também garantir a participação plena das pessoas com deficiência em todos os aspectos da vida”, afirma.
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