Altobeli Silva conquista medalha de prata no GP Brasil de Atletismo
Ele considerou desempenho abaixo do esperado devido à lesão recente e traça planos para garantir a vaga olímpica
Foto: Marcelo Szwarcfiter - Altobeli celebra medalha de prata depois de apertar o ritmo nos metros finais da prova
Por Guilherme Gandini | 21 de maio, 2024

O catanduvense Altobeli Silva conquistou a segunda colocação nos 3 mil metros com obstáculos no Grande Prêmio Brasil de Atletismo - GP Brasil, realizado em Niterói, nas dependências das Universidade Federal Fluminense (UFF). A disputa aconteceu no domingo, dia 19.

O evento reuniu atletas de 20 países, entre eles Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Paraguai, México, Peru, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

Ao jornal O Regional, Altobeli confidenciou que o fato de ter ficado 16 dias parado, devido a uma lesão, ainda pesou em seu desempenho. “Eu estou sentindo bastante, está faltando um pouquinho de condicionamento ainda para eu poder acertar mesmo uma marca boa”, disse.

Na prova, Altobeli permaneceu bastante tempo na 5ª posição do pelotão e, repetindo a estratégia vista em Cuiabá, no Ibero-Americano, apertou o ritmo no trecho final para alcançar o pódio. Desta vez, entretanto, ele não conseguiu alcançar o primeiro colocado.

O medalhista olímpico considera que, apesar das medalhas recentes no Campeonato Ibero-Americano de Atletismo, com um ouro e uma prata, e agora no GP Brasil, com outra prata, ele não está fazendo “marcas espetaculares” e diz que vem ganhando as provas pela estratégia.

“Estou ganhando prova de estratégia, não é com marca boa como eu gostaria, que é o que me leva a ter chance de estar dentro das Olimpíadas. Eu não corri bem esse GP para somar pontuação para os Jogos Olímpicos. O Ibero-Americano foi bom, mas o GP já não foi”, analisa.

O catanduvense embarca hoje para Madrid, na Espanha, e passará três semanas na Europa competindo. “Eu preciso correr boas marcas, abaixo de 8 minutos e 30 segundos os 3 mil metros com obstáculos pra continuar sonhando com a Olimpíada”, calcula o esportista.

Ele também tem presença confirmada no Troféu Brasil, no final de junho, que é o campeonato mais importante do atletismo nacional. “Eu também tenho que correr abaixo de 8 minutos e 30 para somar a pontuação que eles exigem e entrar na cota de 36 atletas do mundo inteiro.”

Autor

Guilherme Gandini
Editor-chefe de O Regional.

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