Abaixo-assinado contra mudanças de linhas de ônibus é entregue à Promotoria
Neste sábado, haverá movimentação na praça Padre Peretti, em Urupês; também na Praça da Matriz em Sales 
Foto: AISLAN NASCIMENTO/ÔNIBUS BRASIL - Itamarati afirmou que alta dos insumos e redução de passageiros exigiu corte de horários
Por Guilherme Gandini | 28 de maio, 2022
 
 

Mudanças e reduções de horários do ônibus intermunicipal que atende Urupês, da empresa Expresso Itamarati, levaram moradores a organizarem abaixo-assinado no mês passado. As reclamações são direcionadas à linha que atende os municípios de Catanduva, Elisiário, Urupês, Ibirá, Irapuã e Sales. O Jornal O Regional noticiou o caso, com exclusividade, em 29 de abril.  

Quase um mês depois, na terça-feira, 24 de maio, o documento com 846 assinaturas foi protocolado na Promotoria de Justiça de Urupês.   

“Quero aqui agradecer a todos os colaboradores que ajudaram a colher as assinaturas, muitos não puderam assinar devido às nossas dificuldades de locomoção e locomoção das pessoas, tivemos muitos gastos e também tivemos o olhar para nosso lar, foi um trabalho árduo”, enaltece uma das líderes do movimento, a assistente social Iara Eloisa Diniz Ribeiro, de Urupês.   

Em postagem nas redes sociais, ela anunciou que a luta terá continuidade. “No momento oportuno, mantenho todos informados, vamos lutar além dos nossos limites”, sinalizou.  

Antes do abaixo-assinado, Iara fez contato para registrar reclamações com a concessionária responsável pelo trecho e com a Artesp - Agência de Transporte do Estado de São Paulo, que faz a regulação do sistema. Segundo ela, não houve resposta e tampouco qualquer melhoria.   

“Estou acompanhando de perto a dificuldade das pessoas, muitas estão perdendo o emprego porque não conseguem chegar no horário. Se for seguir os novos itinerários, a pessoa precisa pernoitar na outra cidade, pois não há ônibus viável para a volta”, comenta ela, que utiliza os ônibus da Itamarati diariamente para chegar ao serviço, na cidade de Sales.  

CULPA DA CRISE  

Questionada pelo Jornal O Regional, a empresa Expresso Itamarati afirmou, em nota, que a alta dos insumos e a diminuição do fluxo de usuários forçou o corte de horários.  

“O impacto causado pelos sucessivos reajustes nos valores de insumos, como o óleo diesel, pneus, peças, lubrificantes e acessórios, juntamente com a acentuada redução da demanda de passageiros, tornou inviável a continuidade da operacionalização da referida linha”, argumentou. 

 

 

Autor

Guilherme Gandini
Editor-chefe de O Regional.

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