Tratamento melhora vida de pacientes com hiperplasia na próstata
Urologista Thiago Tagliari fala sobre a técnica chamada de ‘rezum’, feita com uso de endoscópio em ambiente ambulatorial
Foto: Divulgação - Médico Thiago Tagliari afirma que novo procedimento se mostrou rápido e eficaz
Por Da Reportagem Local | 19 de maio, 2024

O tratamento mais recente para diminuir o tamanho da próstata por meio não invasivo foi autorizado pela Anvisa no ano passado quando os primeiros procedimentos começaram no Brasil. A técnica chamada de “rezum” foi usada pela primeira vez por especialistas do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, e agora chegou aos hospitais de todo o Brasil.

Estima-se que cerca de 50% dos homens apresentam algum grau da hiperplasia benigna de próstata (HPB), condição que gera o aumento da próstata - comum entre homens com 50 anos, sendo que mais de 30% necessitarão de tratamento durante a vida. A doença urológica gera uma série de alterações do hábito urinário que prejudicam a qualidade de vida.

O tratamento convencional envolve medicamentos, mudança de estilo de vida e terapias cirúrgicas para alívio dos sintomas, além de cirurgias que levam à internação do paciente.

A doença interfere significativamente na qualidade de vida do homem, já que o crescimento da próstata causa sintomas desconfortáveis. Para além do incômodo, a intervenção cirúrgica leva muitos homens a ficarem apreensivos, negando-se a realizá-la.

Segundo o médico urologista Thiago Tagliari, o rezum consiste no uso de um endoscópio em ambiente ambulatorial para guiar equipamento especial até a região da próstata e, com o uso de vapor de água, diminuir o tamanho do órgão.

“É um procedimento que se mostrou rápido e eficaz. Ele é realizado sob sedação anestésica e o paciente pode retornar para casa uma hora depois do procedimento”, explica o especialista.

Além disso, o rezum reduz em mais de 90% os riscos da ejaculação retrógrada, que ocorre quando o esperma não é expelido e retorna para o corpo. “Conseguimos com esse tratamento manter a ejaculação em até 90% dos pacientes, porque as outras terapias têm um índice de manutenção da ejaculação muito baixo, e tem níveis de satisfação muito semelhantes aos métodos cirúrgicos mais invasivos”, completa.

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Da Reportagem Local
Redação de O Regional

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