Outono acende alerta para doenças respiratórias em crianças
Foto: Divulgação/FPA - Médica recomenda o reforço da vacinação como forma mais eficaz de prevenção
Pediatra e docente da Unifipa/Fameca, Luciana Sabatini orienta medidas preventivas
Por Da Reportagem Local | 23 de abril, 2026

O outono, estação que antecede o período mais frio do ano, também acende sinal de alerta para a saúde das crianças e bebês. Entre os meses de março e agosto há aumento na incidência de bronquiolite, gripes e outras infecções respiratórias, com pico entre maio e julho.

Alguns fatores contribuem para esse cenário. As pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados, o que facilita a transmissão de vírus. Além disso, agentes como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), vírus Influenza, rinovírus, coronavírus e adenovírus sobrevivem melhor em temperaturas mais baixas. O ar mais seco também prejudica as vias aéreas, deixando o organismo mais suscetível às infecções.

A pediatra da UTI Neonatal do Hospital Padre Albino, docente da disciplina de Pediatria da Unifipa/Fameca, Luciana Sabatini Doto Tannous, orienta que os pais adotem medidas preventivas neste período.

“Evitar a exposição desnecessária de recém-nascidos e lactentes, reduzir o contato com pessoas gripadas e evitar ambientes fechados e cheios, como festas, shoppings e visitas frequentes, é fundamental. Além disso, a lavagem das mãos é essencial, principalmente antes de pegar o bebê. Quando não houver água, o uso de álcool em gel é recomendado. As visitas também devem ser orientadas a fazer o mesmo”, destaca.

Outras medidas incluem evitar beijar o rosto ou as mãos do bebê, principalmente se houver sintomas, manter a casa arejada e não expor a criança à fumaça de cigarro ou à poluição.

A médica também recomenda o reforço da vacinação como uma das formas mais eficazes de prevenção. “É importante manter o calendário vacinal atualizado para gripe por Influenza e Covid-19. Também há a proteção contra o VSR com o Nirsevimabe, anticorpo monoclonal que previne formas graves de bronquiolite, conforme orientação do Ministério da Saúde”, afirma.

Os pais também devem estar atentos aos sinais de alerta, como respiração rápida ou dificuldade para respirar, gemência, retração entre as costelas, recusa alimentar, febre e prostração. Nesses casos é fundamental procurar atendimento médico de urgência.

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Da Reportagem Local
Redação de O Regional

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