Modelo catanduvense de 20 anos desponta no cenário internacional
Mariana Bevilacqua conta sua trajetória, do sonho de infância ao estrelato nas passarelas e na capa do site da revista Vogue
Foto: THALECO/THE BLACKSTONE STUDIO - Mariana Bevilacqua foi aprovada em seleção feita em Catanduva pela Daf Models, em 2016, aos 13 anos de idade
Por Guilherme Gandini | 06 de agosto, 2022

Com 1,75 m de altura, a modelo catanduvense Mariana Bevilacqua, de 20 anos, tem ganhado destaque no cenário da moda internacional. Atualmente em Milão, na Itália, atuando pela Women Management Milano, ela teve uma de suas fotos estampada no site da Vogue Itália, umas das melhores revistas de moda do mundo. A profissional diz que este é o melhor momento de sua carreira.  

A imagem em destaque foi de sua participação na Milano Fashion Week 2022, na capital da moda. “Foi algo que me deixou muito feliz, me mostrou que todo meu esforço valeu a pena e que estou aos poucos colhendo os frutos do meu trabalho, ao qual tanto me dedico”, celebra.  

Mariana cresceu na casa dos avós, no Parque Glória I, e tem pais, tios e primos ainda morando em Catanduva. O sonho de ser modelo surgiu já na infância, aos 6 anos, e logo no ano seguinte ela participou da primeira seleção para uma agência. Foi aprovada, de imediato.  

“Desde pequena sempre fui mais alta do que as outras crianças em geral e as pessoas sempre diziam para os meus pais como eu era linda, alta e que deveria ser modelo. Eu também já me interessava muito por moda, achava incrível ver as modelos nas passarelas desfilando e como as roupas que elas usavam eram legais”, relembra.  

A primeira experiência na profissão não foi exatamente a esperada. “Não deu muito certo, pois eu era muito novinha e estava ocupando muito do meu tempo, pois eu precisava ficar indo para São Paulo com meus pais para fazer castings e tinha que faltar da escola, então meus pais decidiram que não era o melhor momento para tentar a carreira de modelo.”   

Alguns anos depois, em 2016, Mariana decidiu tentar de novo e foi aprovada em seleção feita em Catanduva pela Daf Models, sua agência até hoje. Ela tinha 13 anos.  

Depois da seletiva, o telefone tocou na casa dos Bevilacqua. “Minha mãe recebeu uma ligação da agência dizendo que eu havia sido escolhida e se eu gostaria de iniciar com um curso de desenvolvimento, o qual eu teria aulas de passarela, fotogenia, moda, etiqueta e seria preparada para o mercado da moda. Eu fiquei muito feliz com a oportunidade, fiz o curso e logo em seguida assinei o contrato com a agência aos 14 anos”, detalha a modelo.  

Desde o início, Mariana trabalhou tanto com fotos, na parte comercial (e-commerce, vídeos e propagandas), quanto no segmento fashion – participando de desfiles e editoriais.   

Ela chegou a dar nova pausa na carreira para concluir o Ensino Médio e retomou os trabalhos em 2018, aos 16 anos, quando assinou novamente com a Daf Models. Depois mudou-se para São Paulo e entrou para a L’equipe Agence (2019) que hoje cuida de sua carreira internacional.  

ASCENSÃO E LUTA  

A partir daí, Mariana não parou mais e o tempo no Brasil ficou curto. A carreira no exterior ganhou peso. Aos 17 anos, janeiro de 2020, viajou para Tóquio, no Japão. “Confesso que foi uma decisão difícil, pois foi minha primeira viagem internacional e eu fui sozinha. Não me arrependo, sempre falo que foi uma das melhores decisões que já tomei e digo para as pessoas que se elas têm um sonho, assim como eu, para correrem atrás desse sonho, mesmo que dê medo.” 

Na terra do sol nascente, a catanduvense trabalhou com a CDU Models (2020), depois fez trilha em Seul, na Coreia do Sul, com a Banilla Models (2021), para a qual pretende voltar em breve. “Cada país foi uma experiência única, trabalhei com pessoas incríveis, conheci novas culturas, aprendi e ainda estou aprendendo muito, sou muito grata por essas oportunidades.” 

Mariana frisa que a profissão de modelo não é fácil. “Não é só glamour, também tem muita luta, na verdade 99% é luta e 1% é glamour”, garante. Também diz lutar pela valorização da profissão, que considera tão importante como qualquer outra e precisa de mais respeito.  

“Como modelo, gostaria de dizer que sinto muito orgulho da minha profissão e tudo o que vivi para chegar onde estou e sei que muitas coisas boas ainda estão por vir. Gratidão primeiramente à Deus e aos meus pais Cláudio e Flávia por sempre acreditar em mim e me apoiar. Gratidão por tudo!”, enaltece a jovem.