Escritora da região traz empoderamento feminino em romances de época
Trilogia ‘Deusas de Londres’, de Paula Toyneti Benalia, é inspirada na mitologia grega e conta a história de três mulheres da sociedade britânica
Crédito: Divulgação - Publicar a trilogia de romances de época foi a realização de um sonho de Paula Toyneti Benalia
Por Stella Vicente | 17 de fevereiro, 2024

A escritora de Santa Adélia, Paula Toyneti Benalia, traz em sua trilogia intitulada “Deusas de Londres” a história de três mulheres da sociedade de época britânica com toques de empoderamento feminino e inspiração na mitologia grega. As obras que compõem a série, lançada pela The GiltBox Editora, são “O dia em que te amei”, “O dia em que te toquei” e “O dia em que te beijei”, todas disponíveis para compra no site da Amazon.

Paula Toyneti Benalia sempre morou em Santa Adélia e reside até hoje na cidade. Apaixonada por livros desde a infância, começou a escrever romances em 2016 e dedicou-se a conhecer o ser humano em sua mais profunda essência. Desde então, são 10 títulos publicados, sendo “O dia em que te amei”, obra de abertura da trilogia “Deusas de Londres”, seu primeiro romance de época.

Ela conta que apesar de ser apaixonada por livros nunca imaginou se tornar uma escritora. O desejo surgiu quando terminou sua faculdade e decidiu colocar em prática duas ideias. “Minha família e amigos sempre me apoiaram, mas o incentivo nunca partiu deles, até porque a maioria não são nem leitores”, diz.

Publicar a trilogia de romances de época foi a realização de um sonho antigo, visto que sempre desejou escrever um romance histórico, que demanda muito mais estudo. “Escrevi vários romances contemporâneos e quando encontrei mais tempo para me dedicar a escrita a série saiu. O leitor pode esperar um romance que vai fazê-los suspirar, protagonistas fortes, questionamentos sociais, vingança, muito romance e algumas risadas também, acompanhadas de crises de choro”, garante Paula.

Sobre esse gênero em questão, ela ainda destaca que livros como estes vêm ganhando o coração dos leitores por todo o mundo, com um público que cresce constantemente. “[O leitor] consegue enxergar muita magia em uma época que não vivenciamos presencialmente, mas que podemos viver na nossa mente”, acrescenta.

Assim como Paula, outro talento da região que ganhou destaque escrevendo romances de época foi Carina Rissi, autora da série “Perdida” e nascida em Ariranha. Recentemente, o primeiro livro da série de Rissi foi adaptado e se tornou um filme, protagonizado por Giovanna Grigio e Bruno Montaleone. A história retrata o romance de Sofia, uma jovem que vive nos dias atuais, e Ian Clarke, um rapaz do século 19.

Paula conta que adoraria ver todos os seus livros nas telas e que este é um caminho que deseja percorrer, por mais que seja longo. “Carina Rissi é um orgulho para nossa região e já alcançou o mundo com suas histórias. Já estive em eventos com ela, que é uma grande mulher”, exalta.

SOBRE A TRILOGIA

Nos anos 1800, mulheres como Helena, Nataly e Marshala jamais teriam o que desejavam. Para a população londrina da época, elas deveriam ser apenas boas esposas e mães, que pertenciam a seus pais ou maridos. Inconformadas com tudo o que a sociedade machista as havia feito passar, as histórias das três personagens na trilogia “Deusas de Londres” se conectam pelo mesmo objetivo: o desejo de vingança. Inspiradas em Hemera, deusa da luz e do dia, Afrodite, divindade da beleza e do amor e, Héstia, deusa do fogo, as personagens são mulheres à frente de seu tempo.

Diferente das damas da época, Helena, protagonista de “O dia em que te amei”, faz questão de causar escândalos e tem como diversão destruir a reputação do marido, o respeitado Duque de Misternham, que a escolheu justamente por esse motivo, para se vingar da própria família, por terem rejeitado e maltratado a irmã mais velha anos atrás.

Nataly, personagem principal do segundo volume, “O dia em que te toquei”, encontra em um conde endividado a oportunidade perfeita para realizar um casamento por conveniência, com objetivo de conseguir um novo bode expiatório e esconder que é a verdadeira dona do mais famoso clube de jogos e prostituição de Londres.

Já Marshala, que protagoniza “O dia em que te beijei”, vive em constante confronto com os traumas do passado. Foi despejada pela família, abandonada no altar, e a fizeram mudar até o próprio nome, mas agora, a modista será confrontada por uma antiga paixão.

Autor

Stella Vicente
É repórter de O Regional.

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