É celebrado nesta quinta-feira, 7 de maio, o Dia Internacional da Luta contra a Endometriose, data que chama a atenção para uma doença silenciosa, muitas vezes incapacitante, que afeta milhões de mulheres em todo o mundo. Ela é caracterizada pelo crescimento do tecido semelhante ao endométrio fora do útero, podendo atingir ovários, trompas, intestino e bexiga.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a endometriose atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, o que representa aproximadamente 190 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que mais de 7 milhões de mulheres convivam com a doença.
Outro dado preocupante é o tempo médio para diagnóstico, que pode levar de 7 a 10 anos, devido à normalização da dor menstrual e à dificuldade de identificação dos sintomas. Entre os principais sinais da doença estão cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais e dificuldade para engravidar.
De acordo com o médico ginecologista Guilherme Accorsi, o reconhecimento precoce dos sinais é fundamental para garantir qualidade de vida às pacientes. “Muitas mulheres convivem com dores intensas acreditando ser algo normal do ciclo menstrual. A dor incapacitante não deve ser ignorada. O diagnóstico correto e o início do tratamento adequado fazem toda a diferença.”
O tratamento da endometriose pode variar de acordo com cada caso, incluindo desde acompanhamento clínico e uso de medicamentos até intervenções cirúrgicas minimamente invasivas. O mais importante é que a paciente tenha um acompanhamento contínuo e individualizado, conduzido por um profissional qualificado.
Ainda segundo o especialista, a conscientização é uma das principais ferramentas no combate à doença. “Informar é essencial para reduzir o tempo de diagnóstico e evitar a progressão da endometriose. Quanto antes a mulher buscar ajuda médica, maiores são as chances de controle da doença e preservação da fertilidade”, reforça.
QUEM É
O médico Guilherme Accorsi é referência no atendimento a pacientes com endometriose, com atuação nas cidades de Catanduva e São José do Rio Preto. O trabalho é pautado por uma abordagem humanizada, com foco no bem-estar, acolhimento e qualidade de vida das pacientes.
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