Chegada do outono favorece aumento das doenças respiratórias
Foto: Gabriel Rosa/AEN - Médica alerta que muitos sintomas iniciais acabam sendo subestimados
Combinação de temperaturas mais baixas e a baixa umidade do ar eleva para crianças e idosos
Por Da Reportagem Local | 20 de março, 2026

O outono começa nesta sexta-feira com mudanças climáticas que, somadas ao maior tempo em ambientes fechados, favorecem a propagação de vírus respiratórios e intensificam sintomas alérgicos, tornando a população mais suscetível a infecções e crises respiratórias. O alerta é da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

“O ar seco compromete a mucosa nasal e o sistema mucociliar, que funcionam como barreira natural das vias respiratórias”, explica a otorrinolaringologista Roberta Pilla. “Quando esse mecanismo de defesa fica prejudicado, vírus, bactérias e alérgenos têm mais facilidade para penetrar nas vias aéreas, aumentando a incidência de infecções e exacerbações de doenças alérgicas.”

Além disso, a médica ressalta que a exposição a ácaros, poeira doméstica e mofo contribui para desencadear crises de rinite alérgica, inflamações respiratórias e até complicações mais graves em pacientes com doenças crônicas.

Entre os quadros mais frequentes atendidos por otorrinolaringologistas nesta época do ano estão resfriado comum, infecções virais das vias aéreas superiores, rinite alérgica, rinossinusite aguda, faringites, amigdalites e crises de tosse. Em crianças, também são comuns as otites médias, que podem estar relacionadas aos processos inflamatórios da nasofaringe-adenoide e regiões de tuba auditiva.

Muitos sintomas iniciais acabam sendo subestimados. Obstrução nasal persistente, espirros frequentes, coriza clara, sensação de pressão facial, tosse seca ou irritativa, gotejamento pós-nasal e alterações na qualidade do sono ou aparecimento de ronco são sinais que não devem ser ignorados.

“Quando esses sintomas persistem por vários dias ou se tornam recorrentes, podem indicar uma rinite ou início de rinossinusite, e merecem avaliação médica para evitar complicações”, alerta.

Algumas medidas podem ajudar a reduzir os riscos de doenças respiratórias nesta estação. Manter a hidratação, realizar lavagem nasal com solução salina, ventilar os ambientes, reduzir o acúmulo de poeira e ácaros, evitar mudanças bruscas de temperatura, higienizar as mãos com frequência e manter a vacinação em dia para vírus respiratórios são algumas recomendações.

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Da Reportagem Local
Redação de O Regional

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