Casos de doença renal acendem alerta para diagnóstico precoce
Foto: Divulgação/FPA - Dr. Luis Ayusso Neto alerta que a doença pode evoluir para insuficiência renal
Nefrologista Luis Ayusso Neto orienta medidas de prevenção e adoção de hábitos mais saudáveis
Por Da Reportagem Local | 20 de março, 2026

A doença renal crônica é considerada um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Caracterizada pela perda gradual e irreversível da função dos rins, a condição costuma evoluir de forma silenciosa e, em muitos casos, só é descoberta quando já está em estágio avançado.

O SUS é responsável por mais de 90% dos tratamentos dialíticos no Brasil, terapias renais substitutivas que filtram o sangue para remover resíduos, toxinas e excesso de líquidos, o que gera custo aproximado de R$ 3,5 bilhões por ano para o país.

Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da condição estão doenças bastante comuns na população, como diabetes e hipertensão arterial. Ambas podem danificar progressivamente os rins ao longo dos anos quando não são controladas adequadamente.

Além disso, obesidade, histórico familiar da doença, tabagismo e uso frequente de medicamentos sem orientação médica também aumentam o risco de desenvolver o problema.

O nefrologista, preceptor da Medicina/Fameca e Residência de Clínica Médica da Unifipa, Dr. Luis Ayusso Neto, alerta que, quando não tratada, a doença renal crônica pode evoluir para insuficiência renal.

“Nessa situação, os rins deixam de desempenhar suas funções básicas e o paciente pode precisar de terapias substitutivas, como hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal. Os rins desempenham funções essenciais para o organismo, como filtrar o sangue, eliminar toxinas, regular a quantidade de líquidos no corpo e equilibrar substâncias importantes, como sódio e potássio. Quando esses órgãos deixam de funcionar adequadamente, diversas funções do organismo passam a ser comprometidas”, lembra.

Embora a doença renal crônica seja mais prevalente entre idosos, dados epidemiológicos indicam presença significativa da enfermidade também entre pessoas mais jovens. No Brasil, estudos apontam que parcela considerável das internações e dos tratamentos por insuficiência renal ocorre em faixas etárias abaixo dos 60 anos e até mesmo antes dos 50.

Para Ayusso Neto, que também atua no Serviço de Hemodiálise da Hospital Padre Albino, esse cenário reforça a importância da prevenção e da adoção de hábitos saudáveis ao longo da vida.

“Algumas atitudes simples no dia a dia podem ajudar a proteger os rins e reduzir o risco de desenvolver a doença. Manter alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos, controlar a pressão arterial e a glicemia, evitar o consumo excessivo de sal, não fumar e não utilizar medicamentos sem orientação médica são medidas fundamentais para preservar a saúde renal”, orienta.

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Da Reportagem Local
Redação de O Regional

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