"Procedimentos estéticos devem ser realizados por profissionais capacitados", alerta dermatologista
Procedimentos malsucedidos podem acarretar resultados inestéticos, além de complicações
Foto: ARQUIVO PESSOAL - Dermatologista explica consequências de práticas realizadas de maneira incorreta
Por Myllayne Lima | 12 de abril, 2022
 

​Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica apontam que mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são realizados no país todos os anos, sejam cirúrgicos ou não. Um cenário que, segundo a dermatologista Manu Jorge, reflete uma grande busca dos brasileiros por uma renovação de imagem, o que deve servir de alerta para que essas intervenções sejam realizadas por profissionais capacitados. 

​A especialista comenta que parte da busca por técnicas não cirúrgicas tem levado muitas pessoas a procurarem pelos procedimentos de rinomodelação e, também, de preenchimento labial. “Especialmente por se tratar de práticas menos invasivas e que não necessitam de internação, nem requerem um afastamento do trabalho.” 

​Outros benefícios proporcionados por esses procedimentos são a possibilidade de deixar o rosto mais harmônico, garantindo mais autoestima a homens e mulheres. No caso da rinomodelação também existem formas de deixar o nariz mais reto, mais empinado ou mais proporcional ao rosto, além de ser uma técnica que pode corrigir assimetrias ou defeitos gerados por rinoplastias anteriores. 

​Já o preenchimento labial tem como característica mais expressiva a possibilidade de aumentar o volume dos lábios. “Deixando essa parte do corpo mais destacada e com aparência mais hidratada ou até mesmo revertendo ou melhorando problemas como boca torta ou desproporcional, amenizando linhas de expressão de toda a região da boca e não apenas dos lábios”, explica a dermatologista. 

​Quando esses procedimentos muito específicos não são realizados por profissionais adequados, além dos resultados inestéticos, há também o risco de complicações, como a oclusão de vasos e uma consequente necrose da pele. “Situações mais graves como a cegueira são raros, mas não podem ser descartados.” 

​Grandes volumes de substâncias injetadas na pele levam a compreensão vascular externa, o que pode até mesmo causar isquemia. “Lembrando que embora a maioria das complicações seja transitória, algumas são irreversíveis e causam sérios déficits funcionais e estéticos. Portanto, é imprescindível que todo e qualquer procedimento seja realizado por um profissional qualificado, experiente e que domine anatomia e as técnicas necessárias”, alerta a especialista. 

 

Autor

Myllayne Lima
Repórter de O Regional.

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