Doação de sangue: Covid, dengue e queda nas temperaturas preocupam
No sábado, 18 de junho, acontecerá mobilização em frente ao Hemonúcleo, das 9h às 12h, com o objetivo de conscientizar a população
Foto: ARQUIVO PESSOAL - Patrícia Santos só conseguiu fazer sua primeira doação aos 32 anos e passou a ajudar de forma periódica
Por Guilherme Gandini | 14 de junho, 2022
 

É celebrado nesta terça-feira, 14 de junho, o Dia Mundial do Doador de Sangue. Por isso, o mês de junho foi escolhido para conscientizar e incentivar a população sobre a importância de ser um doador de sangue.  

Devido à aproximação de época com temperaturas mais amenas, em que há um aumento das infecções respiratórias, dentre elas a Covid-19, o Hemocentro de Rio Preto e o Hemonúcleo de Catanduva estão em alerta, por isso, a necessidade do estímulo às doações todas as épocas do ano para que os estoques se mantenham.  

Em Catanduva, a campanha 'Doar é um ato de amor', liderada pelo Instituto Accorsi, com apoio do Sincomercio, Jornal O Regional e outras empresas da cidade, pretende atrair doadores.   

No sábado, 18 de junho, acontecerá mobilização em frente ao Hemonúcleo, das 9h às 12h, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de doar sangue. Na ocasião, também haverá cadastramento de doares de medula óssea.  

O Hemonúcleo de Catanduva funciona de quarta-feira a domingo, das 7h às 13h. 

"DOAR ERA UM PROPÓSITO" 

“Sempre tive vontade de ser uma doadora, era um propósito muito íntimo meu. Com 11 anos de idade presenciei minha mãe ser internada às pressas com severa hemorragia, com a retirada do útero.” O depoimento é da jornalista Patrícia Santos, que lembra, em detalhes, que naquela ocasião sua mãe precisou de 20 bolsas de sangue para sobreviver.  

Na adolescência, com 14 anos, Patrícia também precisou receber duas bolsas de sangue, por conta de uma hemorragia provocada por um cisto. “Foram três dias na espera de um doador, mas parecia uma eternidade. Me sentia muito fraca”, recorda.  

Ela só conseguiu fazer sua primeira doação aos 32 anos, exatamente no dia 28 de dezembro de 2019, ao atingir o peso corporal adequado para doação – acima de 50 quilos. No mesmo ano, ela fez o cadastro para ser uma possível doadora de medula óssea. Em junho de 2020, realizou a segunda doação de sangue.   

“Ambas as doações foram tranquilas e com a sensação de satisfação e gratidão em saber que estou contribuindo com alguém que está no aguardo. Assim como fizeram comigo e minha mãe”, declara ela, que não conseguiu doar no ano passado, por motivo de saúde e, neste, aguarda o fim do ciclo de uso de antibiótico para voltar ao Hemonúcleo. 

   

Foto: DIVULGAÇÃO - Caravana Sangue Bom esteve no Hemonúcleo de Catanduva em dezembro do ano passado para contribuir

CARAVANA SANGUE BOM 

Doador há 10 anos, o advogado Ricardo Ferraz diz que é motivado pela esperança de poder salvar vidas e, também, pela falta de doadores. “Na primeira vez fui doar em prol a um tio e depois vi a necessidade, que a gente se sente bem quando doa e esse sangue é aproveitado em uma outra pessoa, parece que abre uma áurea, uma luz que te ilumina”, ressalta.  

Além da boa ação individual, ele lidera a já tradicional Caravana Sangue Bom, de Elisiário, que reúne grande número de voluntários para, uma vez ao ano, contribuir com o Hemonúcleo de Catanduva. Em dezembro passado, a iniciativa chegou à sua 10ª edição.  

“Eu percebi que poderia fazer mais, foi quando tive a ideia de criar a Caravana Sangue Bom e de lá pra cá a gente tem incentivado a doação de sangue, mantenho o grupo sempre ativo, se necessita de alguém, devido a acidentes, o pessoal do Hemonúcleo nos comunica, nós colocarmos no grupo, tem sempre gente doando”, detalha.  

O nome, segundo ele, surgiu da ideia de levar o maior número de doadores, em caravana literalmente falando, para doar sangue. A campanha é realizada anualmente durante as festividades de fim de ano e férias, ocasiões que não favorecem os bancos de sangue.  

“Dentro dessa perspectiva de querer ajudar, a gente vê que lamentavelmente, temos uma sociedade que não tem essa concepção. O número de doadores de sangue é pequeno, o Hemonúcleo está sempre necessitando de sangue e isso cria uma vontade ainda maior de estar ajudando”, confidencia. 

Autor

Guilherme Gandini
Editor-chefe de O Regional.

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