Cresce incidência de doenças cardíacas e desconhecimento chama atenção
No Pronto-Socorro do Hospital Padre Albino, atendimentos cardiovasculares aumentaram 48% de 2022 a 2023
Foto: Divulgação/FPA - Edson Sinhorini, médico cardiologista, recomenda hábitos que podem prolongar a vida
Por Da Reportagem Local | 06 de fevereiro, 2024

O Brasil enfrenta desafios significativos em relação à saúde do coração. A Sociedade Brasileira de Cardiologia indica que o país tem um falecimento ligado a enfermidades cardíacas a cada 90 segundos. O quadro assusta, mas não convence a população a procurar um especialista.

Estudo da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo aponta que cerca de 23% dos brasileiros nunca foram ao cardiologista e dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 14 milhões de pessoas têm alguma doença cardiovascular.

Edson Sinhorini, médico cardiologista que atende nos hospitais Padre Albino e Emilio Carlos, explica que doenças como hipertensão arterial, diabetes e dislipidemia induzem a aterosclerose, que é o depósito de placas de gordura na parede dos vasos, o que eleva o risco de infarto e AVC. “O sedentarismo, o estresse e a alimentação inadequada contribuem, e muito, para o problema”.

No país, os casos de infartos registrados por mês mais que dobraram nos últimos 15 anos. Dados do Relatório de Atividades da Fundação Padre Albino apontam que foram feitos 2.726 atendimentos em 2023,, entre consultas e retornos, no Ambulatório de Cardiologia do Hospital Emílio Carlos, e aumento de 24% nas internações em relação a 2022.

No Hospital Padre Albino, o total de atendimentos relacionados à problemas cardiovasculares no Pronto-Socorro teve aumento de 48%.

Sinhorini diz que a urgência no atendimento é vital para quem está sintomático, ou seja, quem está com desconforto no peito, falta de ar, cansaço, palpitações, desmaios etc. “Atenção redobrada para o tratamento adequado dos fatores de risco, mantendo o diabetes, o colesterol e a pressão arterial em níveis recomendados, com consequente redução do risco futuro", diz.

O especialista analisa que rotina de vida inadequada somada a fatores genéticos, cigarro e descontrole dessas doenças gera cenário de risco elevado que precisa ser combatido.

E ele dá a dica: “Não fumar, não consumir álcool em excesso, reduzir o sal, evitar açúcar e carboidratos, praticar atividade física, controlar o peso e buscar espiritualidade são comportamentos que evitam doenças e prolongam a vida.”

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Da Reportagem Local
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