Catanduva chega a 2,6 mil casos de dengue: quase 6 vezes mais que ano passado todo
Totalização dos números coloca este ano em 4º lugar no ranking da doença, na série histórica iniciada em 2015
Foto 1 - PREFEITURA DE CATANDUVA - EMCAa marcou presença esta semana na escola municipal Prof.ª Lázara Milhorança
Por Guilherme Gandini | 08 de junho, 2022
Boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta terça-feira, 7, revela novo salto das confirmações de dengue em Catanduva. Já são 2,6 mil diagnósticos positivos, mais 602 exames aguardando resultado. São mais de 500 casos confirmados em apenas 10 dias. O número atual é quase seis vezes maior que o registrado no ano passado todo, que somou 456 casos.  
 
Conforme o histórico deste ano, foram 38 casos positivos em janeiro, 91 em fevereiro, 613 em março, 1.271 em abril e 672 em maio. Neste último, há 544 exames pendentes, além de outros 57 referentes a abril. Nos sete primeiros dias de junho, foi realizado apenas 1 exame.  
 
A totalização dos números de 2022 já coloca o ano em 4º lugar no ranking da dengue, na série histórica iniciada em 2015, quando houve a pior epidemia da cidade, com 10.714 casos oficialmente confirmados e 36 óbitos pela doença – um triste recorde para a saúde local.  
 
Em 2020, vice-líder no ranqueamento, foram 7.407 casos positivos e, um ano antes, 2019, outros 3.275. Na somatória desses dois anos, foram 19 mortes, segundo a Secretaria de Saúde.   
 
CONSCIENTIZAÇÃO  
 
A Equipe Municipal de Combate ao Aedes aegypti (EMCAa) marcou presença esta semana, na escola municipal Prof.ª Lázara Milhorança, no Jardim Salles, para mais uma ação educativa. A iniciativa tem objetivo de transformar as crianças em multiplicadoras da informação.  
 
A presença da dona Mosquita tirou muitas gargalhadas dos pequenos ao entrar em cena. De forma lúdica, a mosquitinha do bem alertou os participantes sobre os perigos da dengue. As agentes da EMCAa também distribuíram material com informações sobre prevenção. 

Foto: ARQUIVO PESSOAL - Aleandro Boian perdeu totalmente o apetite, a ponto de ter nojo das refeições

"Cheguei ao Domingo de Páscoa sem forças" 

Foi justamente durante a Semana Santa que o designer floral Aleandro Boian, 40 anos, foi diagnosticado com dengue. Segundo ele, que trabalha com decoração, seria uma das semanas de maoir fluxo de trabalho. “Cheguei ao domingo de Páscoa sem forças”, confidencia. 

De início, os sintomas eram leves, porém logo surgiu febre durante o dia, noite e madrugada, dores pelo corpo todo e a perda total do apetite, a ponto de ter nojo das refeições. 

“Foi um período muito doloroso. Após medicado durante este período e pós, ainda caminhei por mais de 20 dias com sintomas e até hoje ainda sinto nojo de algumas comidas em específico. Neste mesmo período, chegava a parar tudo para me jogar na cama pra recuperar as energias.” 

Autor

Guilherme Gandini
Editor-chefe de O Regional.

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