"Cãibra é um fenômeno multifatorial, porque não há uma causa única"
A fisioterapeuta Silvia Céspedes explica sobre a cãibra e dá dicas de como evitá-las
Foto: DIVULGAÇÃO - Silvia explica sobre os tipos de cãibras e fala sobre as causas da contração muscular
Por Myllayne Lima | 27 de maio, 2022
Quem sofre ou já sofreu com cãibras sabe o quanto dói. A contração involuntária dos músculos causa diversas dúvidas. A fisioterapeuta Silvia Céspedes explica sobre a cãibra e dá dicas de como evitá-la. “A cãibra é uma contração muscular súbita, involuntária e dolorosa, de caráter transitório, causada por problemas vasculares decorrentes de esforço excessivo ou do frio. As cãibras podem não ser causadas por doenças subjacentes. Algumas causas comuns incluem desidratação, exercícios extenuantes ou falta de uso do músculo”, detalha.
 
A profissional pontua diversos fatores que podem desencadear as cãibras. “A desidratação proveniente do desgaste físico, o encurtamento muscular que ocorre quando se tem pouca amplitude de movimento e a falta de nutrientes, como o sódio e o potássio, são os principais fatores para o aparecimento da cãibra. É um fenômeno multifatorial, porque não há uma causa única para sua explicação.”
 
Existem dois tipos de cãibras e Silvia explica sobre cada um. “Há a ocasionada pelo excesso de atividade física e a causada devido à deficiência de hidratação e eletrólitos. Além da dor muito intensa, pode haver inchaço, vermelhidão e sensação de fraqueza no músculo após a cãibra. É importante prestar atenção em qual momento ela costuma acontecer: durante a noite, após exercícios físicos, depois da caminhada ou longos períodos em pé, momentos de tensão, etc.”
 
A cãibra é também, segundo ela, manifestação de alerta. “O sintoma sinaliza que há algum desajuste de ordem metabólica no corpo, como fadiga muscular, suprimento de sangue insuficiente ou desequilíbrio de minerais no organismo. O problema pode se manifestar no momento em que um esforço físico causa incômodo, quando a pessoa transpira muito ou se há grande concentração de ácido lático no músculo. Porém, as chances de que a cãibra apareça são menores se, antes da atividade física, forem feitos alongamentos que ajudem a preparar a musculatura. Se o problema aparecer durante uma aula com um professor, ou em uma sessão de fisioterapia, o profissional pode ajudar a encontrar uma posição mais confortável, para descontrair a musculatura, ou fazer uma massagem suave, para amenizar o desconforto.”
 
Silvia dá dicas de como evitar a cãibra. “A escassez de oxigênio na circulação contribui para esse cansaço extremo dos músculos, por isso a respiração correta é tão importante durante o exercício. A alimentação deve ser balanceada, com consumo de muita fruta, verdura e legumes, que são fontes de sais minerais e vitaminas. Esses nutrientes vão ajudar o bom funcionamento do músculo na hora do esforço, além de garantir reservas de energia. A hidratação prepara o corpo para a atividade física. Por isso beba bastante água. Para quem faz muito exercício, é preciso repor principalmente sódio e potássio, daí a importância das bebidas esportivas durante o treino.”
 
O condicionamento físico é importante para evitar as cãibras. “Para aguentar o tranco, o músculo tem de estar preparado. Mas isso não ocorre do dia para a noite. É preciso acostumá-lo ao exercício durante semanas, meses… Só assim ele vai se adaptar gradualmente a um regime de força e resistência”, frisa Silvia. 
 
Por fim, a fisioterapeuta orienta sobre como agir no momento da cãibra. “Na hora da dor, a tática mais certeira é respirar fundo, relaxar e massagear gentilmente o músculo repuxado, com movimentos sempre circulares. Conforme a sensação dolorosa for cedendo, aí, sim, já dá para realizar com a musculatura atingida movimentos leves, sem forçar, no sentido inverso ao da contração, sem deixar de respirar e massagear em círculos.” 

Autor

Myllayne Lima
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