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Prefeitura Utilizou Álcool Produzido por Fábrica Considerada Clandestina

Divulgação

A prefeitura de Catanduva utilizou álcool 70% e 92% que eram produzidos em fábrica considerada clandestina e interditada na quinta-feira, depois de ação da Polícia Federal (PF) em Catanduva.
A compra que, segundo a Vigilância Sanitária e PF, não possuem licenças, análises e autorizações dos órgãos sanitários, como a Anvisa, foi realizada pela administração no ano passado e boa parte dos produtos foram adquiridos neste ano. A compra foi realizada por meio de licitação e a ata de registro de preços que é válida por um ano estipulava 8 mil frascos de álcool 70% e 10 mil unidades de álcool 92%. Num valor de R$ 29,3 mil e R$ 42,9 mil respectivamente.
Ontem, a prefeitura de Catanduva afirmou ter realizado a “varredura” em todos os setores para recolher frascos da marca que eventualmente ainda eram utilizados nos departamentos.
Por meio de nota, a prefeitura afirmou que a compra do produto da marca Próálcool não foi realizada de forma direta da empresa investigada pela Polícia Federal.
A vencedora da licitação e que tem o contrato ainda vigente com a administração é a empresa Presentear Presentes e Utilidades Ltda, com endereço no Brás em São Paulo. “A Prefeitura de Catanduva informa que não adquiriu produtos de forma direta da empresa investigada pela Polícia Federal. Entretanto, a marca Próalcool produzida por ela foi adquirida de outros fornecedores, cujos registros estavam ativos na Anvisa. Diante dos fatos e considerando o Comunicado da Vigilância Sanitária de Catanduva, publicado no Diário Oficial desta sexta-feira, dia 24 de julho, que proíbe a comercialização e utilização dos produtos produzidos pela referida empresa, em especial aqueles sob a marca Próalcool, a Prefeitura realizou nesta data a recolha de todos os frascos da marca que eventualmente existam em seus departamentos. Ainda, serão tomadas as medidas legais cabíveis de responsabilização da empresa que forneceu o produto ilegal à administração pública”.
Em recente pesquisa feita por O Regional ao contrato firmado pela prefeitura para aquisição do produto, a ultima remessa de álcool 70% desta Ata de registro de preços foi solicitada em junho. No total de 50 unidades.
Como citado em nota pela prefeitura, a Vigilância Sanitária determinou ontem a proibição de utilização e comercialização dos produtos da marca Próalcool.
Policiais federais apreenderam na quinta-feira, aproximadamente 10 mil litros de álcool e 1,9 mil frascos prontos para a venda. Além de 25 mil embalagens, documentos e produtos destinados ao envasamento do álcool 70% líquido e em gel. O dono da empresa foi preso.
De acordo com o delegado federal Cristiano Pádua da Silva, no barracão não teria laboratório, nem segurança aos funcionários. Além disso, os produtos seriam comercializados com notas fiscais, mas com endereço que hoje é um prédio abandonado em Catanduva.

Karla Konda
Editora Chefe

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