Política e Economia

Prefeitura Negocia Contrato do Poupatempo e Cobra R$ 250 Mil de Energia e Água

FÁBIO Rinaldi Manzano é secretário de Desenvolvimento (Assessoria Prefeitura)
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A prefeitura de Catanduva negocia com o Governo do Estado a renovação do contrato do Poupatempo e também cobra quase R$ 250 mil de contas de água e energia elétrica que deveriam ter sido pagas pelos órgãos estaduais. A negociação, segundo Fabio Rinaldi Manzano, secretário de Desenvolvimento, Emprego e Relação de Trabalho, é de renovação do vínculo pelo prazo de cinco anos.

O secretário afirma que, de acordo com a minuta do contrato, todos os serviços que atualmente são oferecidos no Poupatempo local serão mantidos. Ele cogita também a possível inclusão de novos serviços.

“Todos os serviços prestados hoje serão mantidos, sendo cogitada, ainda, a inclusão de outros serviços municipais no mesmo padrão de atendimento do Poupatempo, ou seja, com excelência. Nossa busca pela otimização de espaços públicos é constante. Nesse sentido, somente este ano já reduzimos o valor do aluguel daquele espaço de R$ 21.313,65 para R$ 14.919,55 e ainda implantamos mais serviços com o mesmo nível de excelência, como o Sebrae e o Programa ‘Empresa Agora’. Esse último, inclusive, passou a realizar diversas ações até então inexistentes em Catanduva. É o caso do canal para atendimento exclusivo aos MEIs – Microempreendedores Individuais, da confecção de Inscrições Municipais e da Autorização para Emissão de Notas Fiscais sem a necessidade do comparecimento presencial do empresário à Prefeitura. Sem dúvida, houve um ganho enorme. Esse é o espírito”, afirmou Manzano.

Em relação aos custos do contrato para o Município, o secretário afirma que a intenção é manter o que já é gasto atualmente. Ele destacou que a prefeitura deixou de pagar contas de água e energia elétrica porque o contrato vigente não atribuía a cidade essa responsabilidade.

“Estamos discutindo a renovação do convênio com a intenção de, no mínimo, manter os mesmos termos de hoje, ou seja, sem acréscimo de gastos para o município. Aliás, com base no convênio anteriormente assinado e que está vigente, a Prefeitura estaria dispensada do pagamento de despesas de água e energia elétrica, que ficariam a cargo do Detran/Prodesp. Porém, desde a implantação da unidade, o município foi quem pagou tais dispêndios sem qualquer respaldo. Desde o início da atual administração, em janeiro de 2017, solicitamos que as contas de água e energia fossem transferidas ao Governo do Estado e ainda estamos pleiteando o reembolso dos valores pagos indevidamente, que somam R$ 223.364,90 de energia elétrica e R$ 25.502,20 de água, totalizando quase R$ 250 mil”, informou.

A maior parte dos custos, segundo o secretário, são do Governo do Estado. “Só para se ter uma idéia, apenas a empresa contratada para gerenciar aquele espaço, treinar funcionários, etc., custa algo em torno de R$ 176 mil por mês. Esses custos devem se manter”, completou.

Nathália Silva
Da Reportagem Local

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