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Política e Economia

Prefeito e secretária de saúde frustram ideia de Lockdown em Catanduva e MP entra com ação

O Regional

Aconteceu ontem (10), a segunda reunião para de bater sobre medidas políticas e públicas sobre o combate ao covid-19 na Câmara dos Vereadores. Participaram do evento os vereadores e presidente da Câmara, médico infectologista Ricardo Santaella, Prefeito Padre Osvaldo de Oliveira, secretária de saúde Cláudia Monteiro Ferrazzi Ferreira e chefe de Gabinete da Prefeitura, Fernando Martins de Sá.
Na reunião o Médico Santaella explanou o cenário atual de como os hospitais de Catanduva se encontram e projetou um número estatisticamente se acaso não tiver um endurecimento nas regras sanitárias, até fim de julho pode-se chegar a quase 700 óbitos por covid-19.
A secretaria Claudia explicou que as regras foram endurecidas principalmente no decreto que saiu na noite de quarta-feira (09), que rege fechamento do atendimento presencial do comercio, academias, entre outros. Enquanto isso, uma onda de comentários no chat da reunião que estava sendo transmita ao vivo pelo Facebook, onde a população indignada com as explicações da secretaria que uma hora ela disse que está tudo ok, outra hora precisa de ações que combatam a disseminação do vírus. Além disso, chefe de Gabinete da Prefeitura, Fernando Martins de Sá realizou uma conta, que segundo ele dados retirados da SEADE onde mostra que o número de casos está caindo em Catanduva. Ai foi a chuva de comentários dos populares que acompanhavam revoltados com a fala. Enquanto isso, o padre pareceu inerte deixando somente a secretaria e o chefe de gabinete com o microfone. A secretaria finalizou que a melhor medida é esta dos três dias de fechamento para ver um balanço da taxa de contaminados e óbitos.
Depois do encerramento da reunião, a Comissão de Saúde, Cultura e Assistência Social da Câmara de Vereadores lamentou não ter conseguido que o padre e a secretaria aprovassem e realizassem o lockdown.
Na tarde de ontem (10), alguns documentos foram enviados do Ministério Público pedindo a cassação do Padre Osvaldo de Oliveira por Improbidade Administrativa, especificamente na omissão que violou os deveres de honestidade e lealdade para com a instituição Município e com o povo de Catanduva, infringindo o princípio da moralidade administrativa.
Segundo o promotor de justiça Dr. André Nogueira o Comitê de Enfrentamento da Emergência em Saúde Pública avisou o prefeito que deveria ter lockdown por duas vezes, esse aviso ocorreu no dia 22 de março de 2021 e assim o Prefeito não seguiu o pedido e também não avisou a população da crescente onda e perigo do covid-19 na cidade. Dr. André contou que no ano de 2020, propriamente do começo da pandemia ate dezembro de 2020 foram mais de 200 mortes por covid-19, quando o Prefeito Padre Osvaldo assumiu de janeiro até fim de maio foram mais de 200 mortes em cinco meses, número muito alto e assustador. ‘Entende-se que, por duas vezes, o Prefeito não atendeu à recomendação técnica e científica, omitindo-se nas providências que deveriam ter sido tomadas, omitindo-se em não divulgar a recomendação e em não divulgar os motivos pelos quais não atenderia tal recomendação, deixando de ser transparente e claro, infringindo o princípio constitucional da moralidade administrativa, agindo de forma desleal e desonesta com o Município, enquanto instituição, e com os Munícipes, enquanto povo, elemento constitutivo do Estado e das Instituições públicas. Ação pede além do afastamento do prefeito de seu cargo, uma indenização no valor de um milhão de reais.

Ariane Pio
Da Reportagem Local