Política e Economia

Prefeito Começa Desapropriação de Áreas Para Novo Acesso a Região do Imperial

MACCHIONE ainda não tem previsão de custo total da obra (Facebook Macchione)
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O prefeito Afonso Macchione Neto (PSB) deu início ao processo de desapropriação de áreas por onde deve passar o novo acesso a região dos bairros Gabriel Hernandes, Jardim Imperial e Nova Catanduva I e II. Quatro decretos de declaração de utilidade pública foram publicados no Imprensa Oficial do Município na terça-feira, dia 9.
“Nós fizemos todo o levantamento topográfico do trecho, trata-se da avenida marginal da Rodovia Pedro Monteleone, desde a Rodovia Vicinal Vicente Sanches que vai para Catiguá, próximo da Estação de Tratamento de Esgoto faríamos uma rotatória da qual sairia a marginal, acessando dessa forma a região do Gabriel Hernandes, enfim, toda aquela região da cidade. Foi necessário fazer os decretos de desapropriação, estaremos contatando os proprietários na tentativa de que isso aconteça de forma amigável, para que nós possamos imediatamente já pensar na abertura desse trecho. Lógico que um processo de desapropriação, se não for feito de forma amigável, vai demandar algum tempo a mais e é o que nós estamos querendo evitar”, disse o prefeito em entrevista ao Jornal O Regional.
Juntas, as quatro áreas declaradas de utilidade pública somam 31.904,23 metros quadrados. A publicação dos decretos é o primeiro passo da desapropriação. Agora, os proprietários devem ser procurados para vender amigavelmente as áreas pelos preços apresentados em laudos ou ceder os pedações ao Município. Caso a solução não seja amigável, a Prefeitura deve pedir a desapropriação na Justiça.

Por enquanto, o recurso disponível para custeio da obra seria de R$ 1 milhão, valor pago pela construtora responsável pelos novos bairros após Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado junto ao Ministério Público.
“Esperamos que os proprietários nos cedam as áreas uma vez que eles também receberão o benefício da pista. Caso isso não aconteça, o dinheiro pode ser usado (na desapropriação). Vai nos trazer problemas porque o dinheiro não é suficiente para desapropriar e para pavimentar. Talvez não dê nem para fazer a pavimentação necessária. Então a gente está buscando essa parceria para que o dinheiro possa ser multiplicado e possamos fazer o máximo possível com esse dinheiro”, contou Macchione.
O chefe do Poder Executivo contou que ainda não o orçamento final da obra. Segundo Macchione, seria necessário encerrar o processo de desapropriação para apurar o montante. “Não temos (estimativa) porque não sabemos ainda como vai se dar a desapropriação. O custo total incidiria, além do pavimento propriamente dito, de eventual drenagem, como também da desapropriação. Estamos fazendo por etapas: primeiro a desapropriação e se tudo correr muito bem iniciamos a segunda etapa que é o orçamento da pavimentação, drenagem, enfim, infraestrutura necessária”, finalizou.

Nathália Silva
Da Reportagem Local