Política e Economia

Onze Obras Aparecem Como Atrasadas ou Paralisadas em Catanduva

Dados do Tribunal de Contas do Estado indicam que 11 obras em Catanduva estão paralisadas ou atrasadas. As informações são repassadas pelos municípios e são datados até 30 de setembro deste ano.
Em Catanduva, parte das obras apresentadas como atrasadas estão a pavimentação de ruas e obras de galerias. Dentre os motivos, repasses financeiros atrasados e outros não especificados. Seis obras foram classificadas como paralisadas e cinco como atrasadas.
Dentre elas está a contratação de empresa para a pavimentação asfáltica e galerias de águas pluviais em diversos pontos da cidade no valor de R$ 2.228.615,77, que são de destinação federal. Neste contrato, as obras deveriam ter sido finalizadas em março deste ano.
Uma obra da Superintendência de Água e Esgoto também entra na lista como atrasada. Trata-se da contratação de empresa para a execução de rede adutora de distribuição de água entre a unidade de captação Barro Preto e Unidade de Reservação Distrito Industrial III. Na justificativa, “Questões técnicas que vieram a ser conhecidas somente após a licitação”. Alegando o atraso em repasses do Governo Federal, outro contrato é indicado pelo TCE. Empresa especializada para execução de pavimentação asfáltica, guias sarjetas e sinalização viária da avenida Regente Feijó e rua Uruguaiana. Neste o valor é de R$ 300 mil. Dentre as paralisadas, está na lista do TCE, a construção de galerias na rua Mongaguá, no Jardim Alpino, no valor de R$ 748 mil e que tinha previsão de ficar pronta em maio deste ano. Galerias de águas pluviais na Vila Engrácia também estariam paralisadas segundo o mapa do TCE. Neste caso, justificadas por descumprimento de especificações técnicas e prazos, por parte da empresa.
Uma das obras indicadas pelo Tribunal já foi concluída. Trata-se da pavimentação e término da ponte do Corrégo das Borboletas e rua Pindamonhangaba. Essa obra, foi divulgada como terminada recentemente.
Ainda integra a lista, as obras que estão há meses no mapa do TCE. A melhoria realizada na SP-321 com contrato de mais de R$ 66 milhões e as obras paralisadas judicialmente de construção de conjunto habitacional no Alto da Boa Vista.
Em todo Estado, o primeiro levantamento realizado pela Corte de Contas paulista, divulgado em abril deste ano, apontou a existência de 1.677 – um total de investimentos de R$ 49.644.569.322,13 em diversas áreas como Educação, Saúde, Habitação, Segurança, Mobilidade Urbana, entre outras. Em junho deste ano, a segunda atualização feita pelo TCE apontou que 233 foram concluídas; 43 construções retomadas; e outras 190 obras foram acrescentadas. A segunda parcial apontou um total de 1.591 empreendimentos, a um custo estimado em R$ 49.565.465.035,29.
Todas as informações podem ser baixadas na forma de planilhas pelo ‘Painel de Obras Atrasadas ou Paralisadas’. Mais detalhes sobre acesso ao sistema e a atualização dos dados no site http://www.tce.sp.gov.br/paineldeobras.

Karla Konda
Editora Chefe