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Política e Economia

Governo de Dilma Rousseff chega ao fim

Políticos de Catanduva Analisam Impeachment
Nathália Silva
Da Reportagem Local
Os candidatos a prefeito de Catanduva reagiram de diferentes formas em relação ao resultado do julgamento no Senado Federal que cassou na quarta-feira, dia 31 de agosto, o mandato presidencial de Dilma Rousseff (PT) por crime de responsabilidade. 
Para a candidata petista Beth Sahão o julgamento teria sido político. Ela disse ainda que vai rezar em defesa dos direitos dos trabalhadores.
“Esse resultado já vinha sendo anunciado há vários meses, uma vez que se tratou de um julgamento iminentemente político. O povo brasileiro precisa estar atento para garantir a sobrevivência da democracia e das instituições públicas. De minha parte, vou rezar a Deus e lutar com todas as minhas forças em defesa dos direitos dos trabalhadores e das conquistas sociais obtidas por nosso País nas últimas décadas, para que o Brasil possa reencontrar o rumo do desenvolvimento e do respeito às garantias constitucionais”, considerou Beth.
Já o candidato tucano Geraldo Antonio Vinholi considerou justo o julgamento, mas disse não haver motivos para comemorar a queda da ex-presidente.
“Considero justo e constitucional todo o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que culminou com sua condenação pelos crimes de responsabilidade fiscal cometidos em seu governo. Nenhuma democracia comemora este ato radical que é o impeachment de um presidente. Mas a situação de Dilma se tornou insustentável, agravando-se ainda mais com os escândalos de corrupção da Petrobras. O Brasil está sendo passado a limpo, confio na justiça e na nossa constituição”, completou Vinholi. Através de sua assessoria, o candidato Afonso Macchione Neto (PSB) avaliou que a situação era insustentável, mas não avaliou o julgamento.
“O candidato Afonso Macchione Neto entende que a administração de Dilma Rousseff estava insustentável e almeja dias mais promissores ao nosso país, com respeito ao erário público, ética na política e participação popular na construção de um Brasil melhor”, respondeu a assessoria de campanha.
O candidato Júlio César Forte Ramos (PSD) afirmou concordar com a decisão que, segundo ele, atende ao clamor da população. “Nós acompanhamos o desenrolar dos fatos. Hoje o Senado fez justiça porque a Nação pede, a Nação clama por mudança. A população está cansada de corrupção, das falsas promessas. O que nós assistimos foi um Governo desastroso e quem está pagando é a população. Minha opinião é favorável a decisão do Senado, uma decisão justa, em prol da população que queria essa mudança. E outra, quem cometeu erro tem que pagar, a lei é clara. Fica a esperança de que, assim como Catanduva, o Brasil possa voltar a crescer, voltar a ser diferente, olhando mais para a população e menos para tudo aquilo de ruim. Olhar para as pessoas e não olhar para as obras. Nossa esperança é de que o Brasil renasça e renasça para a população”, disse. A decisão proclamada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewadowiski, contabilizou 61 votos pela cassação contra 20 votos pela absolvição de Dilma. Apesar de aprovar o impeachment de Dilma Rousseff, os senadores decidiram manter os direitos políticos da ex-presidente da República.  A votação foi dividida em dois quesitos. O primeiro definiu a cassação e o segundo discutiu a perda dos direitos políticos. Nesta última votação o placar foi de 42 votos pela perda dos direitos por oito anos e 36 pela manutenção, com três abstenções. Eram necessários 54 votos para que Dilma ficasse impedida de exercer qualquer função pública.
Dilma foi acusada de crime de responsabilidade por praticar as chamadas ‘Pedaladas Fiscais’ ao contrair supostos empréstimos junto a bancos públicos. A edição de decretos de suplementação de crédito sem autorização do Congresso também fez parte da denúncia. 
A ex-presidente já estava afastada do mandato desde que o Senado admitiu o processo de impeachment. O vice-presidente Michel Temer (PMDB) assumiu então em caráter interino. Ainda na tarde de ontem Temer tomou posse em caráter definitivo como Presidente da República Federativa do Brasil.