Política e Economia

Governo Aponta Defasagem de Tarifa de Esgoto de Indústrias e Estuda “Readequação”

(Facebook Macchione)
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O Governo estuda mudanças na tarifa de água e esgoto cobrada das indústrias de Catanduva. A informação foi divulgada pela Superintendência de Água e Esgoto de Catanduva (SAEC) na tarde de quinta-feira, dia 10, e é justificada em razão de suposta defasagem dos valores cobrados atualmente e premiação daqueles que não poluem.
O governo não fala ainda abertamente em aumento da tarifa, mas afirma que abriu estudos para readequação dos preços e premiação de usuários que tratem o esgoto por conta própria.
“A SAEC colocou em análise a readequação das tarifas industriais no município. O objetivo, além de ajustes em relação a valores considerados defasados se comparados a outras cidades, é premiar as empresas que tratam o esgoto antes de despejá-los na rede. De acordo com estudos da autarquia, as indústrias locais lançam, em média, mais de cinco mil metros cúbicos por mês na rede de esgoto. A empresa que despeja o maior volume de esgoto na rede da cidade lança, aproximadamente, de 20 a 25 mil metros cúbicos por mês, cerca de sete a nove litros por segundo”, informou a assessoria de imprensa da SAEC.

De acordo com o órgão, a cobrança atual não consideraria a carga poluidora lançada pelas indústrias, mas somente o volume lançado na rede. “O que se pretende a partir deste estudo é tornar justa essa cobrança, premiando as indústrias que têm maior preocupação e cuidado com o meio ambiente, preservando o lençol freático e os nossos recursos naturais”, explicou o superintendente Marcos Augusto Jardim.
Jardim afirma que já existe lei no Município que regule o tema. Admitiu, entretanto, que a superintendência não aplica a lei porque elevaria de maneira significativa os preços. “Sua aplicação pura e simples elevaria muito os valores, o que levou a SAEC a desconsiderar a sua aplicação nos últimos anos”, disse.
O superintendente afirma que a constatação de que as tarifas cobradas da categoria industrial estariam defasadas se deu em levantamento que considerou os valores de Araraquara, Araçatuba, Barretos, Bauru, Limeira, Franca, Lins, Jaú, São Carlos, São José do Rio Preto e Votuporanga.
A SAEC não abordou percentuais de reajuste nem fórmula que pretenda adotar na chamada readequação.

Nathália Silva
Da Reportagem Local