Política e Economia

Equilíbrio é o Sonho do Prefeito do Centenário para o Futuro de Catanduva

MACCHIONE explica o funcionamento da ETE, o sonho realizado (O Regional)
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9:30 horas, pontualmente, da sexta-feira, dia 13 de abril, o prefeito Afonso Macchione Neto (PSB) chega à sala de reuniões da Prefeitura para a entrevista previamente agendada sobre o centenário de Catanduva. Já chega comentando com a reportagem sobre pontualidade e sobre a possibilidade de se emocionar durante a entrevista.

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Já era uma antecipação para os três momentos de um Macchione que precisou de pausas para controlar a emoção e continuar o raciocínio.
Questionado se sonhava em ser o prefeito do centenário ao longo das cinco eleições disputadas, o prefeito negou que tenha sonhado em ser prefeito. Nesta resposta, logo no começo da entrevista, veio o primeiro momento de emoção do chefe do Poder Executivo ao falar sobre a decisão de disputar o pleito de 2016. “Já não fazia parte dos meus planos voltar agora, jamais. Já era o momento para descansar. Não me sinto velho, tenho muita energia, mas para curtir a família. Não me arrependo, estou aqui de novo, vou colocar a casa em ordem e a população vai poder perceber a diferença administrativa dos últimos quatro anos para esses quatro anos atuais”, completou.
O segundo momento de conter a emoção se deu quando questionado sobre o sonho pessoal de Macchione para Catanduva. “Não vejo Catanduva com 500 mil habitantes. Gostaria que Catanduva mantivesse esse crescimento vegetativo que temos hoje, que nos próximos 25 anos atinja 180 mil habitantes. Acho que temos que ter equilíbrio. É disso que precisamos. Não adianta a gente ter uma necessidade da população e não atender. Que os nossos filhos possam estudar em Catanduva, que as nossas empresas continuem em crescimento e que nossos jovens possam ter os seus postos de trabalho. Não um crescimento desordenado. Queremos é qualidade de vida. Uma população menor, mas que tenhamos uma cidade que tenha bastante verde, que não tenhamos poluição. Uma população educada. É isso que enxergo para Catanduva que seria um grande sonho”, completou pedindo paciência e esperança para o cidadão em um governo sério quando mais uma vez se emocionou.
Sobre os desafios no campo da educação superior, Macchione destacou avanços e abordou a tão falada instalação de universidade estadual na cidade. “A gente vê com um pouco de dificuldade, em curto prazo, por causa das dificuldades que as Universidades Estaduais estão passando, algumas até por ineficiência administrativa”, completou. Já sobre a educação básica, o prefeito reconhece que as escolas precisam de estrutura de apoio para os professores e alunos. Destacou ainda que os pais precisam participar da educação dos filhos. “Melhorar a infraestrutura, melhor a interligação entre escolas e pais dos alunos. Essa é a saída, não vejo outro caminho”, avaliou apontando atividades de contra turno e psicólogos nas escolas como possíveis ações para apoio nas escolas.
O prefeito considera a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) como um dos maiores marcos de desenvolvimento da cidade. Macchione fez questão de mostrar todos os setores da estação a reportagem, de explicar o funcionamento de sistema, contar dos processos iniciados na primeira gestão para que o sonho estive realizado agora. Questionado sobre a promessa de empregos que a estação significou, o prefeito admitiu que esse resultado ainda não se concretizou.
“Não tivemos isso em função da situação econômica que o País se encontra. Não se vê empresas se instalando, expansão de empresas em lugar nenhum. Algumas exceções com empresas automobilísticas coreanas. O mercado está muito confuso financeiramente falando. Todo mundo esperando para ver uma oportunidade de crescimento. Mas tenho certeza que a medida que o Brasil voltar a normalizar sua economia, Catanduva é uma cidade que vai estar no cenário sem dúvida alguma. Tanto pelo tratamento de esgoto quanto pelas escolas técnicas. Estamos hoje ombreando com qualquer outra cidade, não devemos anda para ninguém. A nossa cidade está no mesmo nível de Araraquara, São Carlos, Rio Preto para receber as empresas que por ventura tenham interesse”, comparou.
Macchione disse que também acredita na sobrevivência da Fafica que completou 50 anos em 2017. Ele afirma que pretende mandar para a Câmara projeto de lei para reestruturar o formato de administração da instituição. “A Fafica não pode fazer política da forma como foi feito no passado recente. A distribuição de bolsas de forma inadequada, não é assim que vai resolver o problema do IMES. É uma empresa e tem que funcionar como uma empresa. Mas já mudou muito a forma administrativa. Já está andando com as próprias pernas, conseguindo pagar os seus compromissos”, afirmou considerando inconcebível a demora para conclusão do trevo de acesso a faculdade.
A insatisfação dos usuários da rede de saúde pública é para o prefeito um problema de difícil solução apesar do alto custo dos contratos. Ele apontou que a divisão de responsabilidades entre as esferas de governo (União, Estado e Municípios) é uma das principais causas da dificuldade de controle de qualidade de atendimento. Com relação a rede básica, Macchione destacou que a principal urgência é a construção de uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Gabriel Hernandes. “Também temos planos de alguns mutirões de algumas especialidades para reduzir as filas”, completou.
Engenheiro, Macchione reconhece uma série de desafios quando o assunto é infraestrutura urbana. Pontua problemas viários e os trilhos que cortam a cidade entre os principais. O prefeito não tem esperanças de em um futuro próximo conseguir os R$ 180 milhões necessários para a construção de um novo traçado para os trilhos. Mas afirma que soluções alternativas vem sendo discutidas com a concessionária responsável pela linha férrea.
Quanto a sempre presente comparação com São José do Rio Preto, o prefeito descarta que Catanduva tome o lugar a vizinha como líder da região administrativa. Para Macchione, a microrregião deve ser o foco. “O que estamos buscando é a liderança da nossa microrregião. O nosso centro médico é muito bom. A Fundação é referencia de queimados, com o Hospital do Câncer vai ser um salto de desenvolvimento para o Município. Nosso comércio é forte, muito bom. Temos tudo em Catanduva. A liderança regional através do ensino, boas escolas, comércio, área médica, acho que vamos ter. É utopia querer comparar com Rio Preto”, completou.

Nathália Silva
Da Reportagem Local

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