Política e Economia

Depois de Três Adiamentos, Câmara Volta a Analisar Isenção Para Empresas

(O Regional)
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Depois de três adiamentos de discussão decorrentes de pedidos de vistas, o Projeto de Lei Complementar 14/2017 volta à pauta da Câmara de Vereadores nesta terça-feira, dia 12. O projeto altera a lei do Programa de Desenvolvimento Integrado de Catanduva (PRODEICA) e, dentre outros aspectos, estende benefícios de isenção de impostos para novas empresas que se instalarem em qualquer lugar da cidade.
A proposta encontra resistência entre os comerciantes instalados na região central da cidade. Liderados pela Associação Comercial e Empresarial (ACE) e Sindicato do Comércio Varejista de Catanduva (Sincomercio) chegaram a se reunião para discutir o projeto com o Governo e sugeriram que o centro ficasse fora das áreas com isenção.

O Governo defende o texto alegando que geraria desenvolvimento e empregos à medida que incentivaria abertura de novas empresas e expansão daquelas que já estão em atividade. O vereador Cidimar Roberto Porto (PMDB), um dos principais aliados do prefeito Afonso Macchione Neto (PSB), também defende o texto.
“É imenso o número de pais e mães que me procuram com dificuldades para prover a alimentação e a moradia para suas famílias. Temos de apoiar todas as ações do poder público que possam vislumbrar a geração de emprego e renda, que possam abrir as portas da cidade para que mais empresas se estabeleçam aqui. A abertura de novas empresas fortalece e atrai novos clientes. Uma cidade com opções em todas as áreas também atrai novas indústrias, que procuram a qualidade de vida para seus funcionários e levam em conta o que Catanduva tem a oferecer”, argumenta o governista.
Atualmente a lei oferece isenção apenas em regiões industriais. Se o texto do Governo for aprovado, a isenção de Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU) e Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) poderá beneficiar empresas abertas em qualquer lugar da cidade.
“Contabilizando todos os custos para se abrir uma empresa nova, a redução do ISS e a isenção de 50 ou 100% do IPTU por prazo indeterminado não é um fator que desequilibre a concorrência, e sim um atrativo, um incentivo à abertura de novas empresas”, completou o peemedebista.

Nathalia Silva
Da Reportagem Local

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