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Política e Economia

Crippa faz críticas à companhia Que fornece energia elétrica ao município

Marcos Crippa fez duras críticas à concessionária responsável pelo fornecimento de energia

O vereador Marcos Crippa (PTB) fez duras críticas à concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Catanduva, a Nacional. Na última sessão da Câmara, usando a Tribuna da Casa, Crippa disse que por ter uma população de 120 mil habitantes, Catanduva deveria ter mais subestações de energia elétrica. “Atualmente são duas. Em Bragança Paulista, cidade de 140 mil habitantes, são três subestações e uma em construção”, falou o parlamentar.
Não foi a primeira vez que o vereador usou a Tribuna e comentou sobre a Nacional. Segundo ele, as quedas de energia e falta de investimento na cidade são comentários frequentes da população. “Muitas pessoas nos procuraram esta semana para relatar as despesas que foram criadas, prejuízos por causa das frequentes quedas de energia.  E por causa disso verificamos a real situação da Companhia de Energia Elétrica. Entramos no site da Nacional e obtivemos alguns dados. No ano de 2010, a Companhia teve um lucro de R$ 7 milhões. No ano anterior foram R$ 6,496 milhões”, falou Crippa.
O parlamentar falou também sobre a quantidade de subestações de energia no município.“Sabemos que a falta de energia elétrica é por falta de investimento. Temos em Catanduva duas subestações. Uma na Vila Paulista e uma na Rodovia da Laranja. Isso para uma população de 120 mil habitantes. O que é muito pouco”, frisou.
Na cidade de Bragança Paulista são 3 subestações e uma em construção. “Sabe por que lá os investimentos são feitos? Porque Jorge Queiroz de Moraes Junior, o dono da REDE, grupo que administra 30% da energia elétrica de todo país mora, em Bragança Paulista. Na cidade onde ele mora, se tem tudo. Lá tem infra-estrutura necessária, enquanto aqui, não temos nada”, comentou Marcos Crippa.
O vereador disse ainda que procurou saber o quanto custa para se construir uma subestação de energia.  “Tive o cuidado de verificar quanto ficaria a construção de uma subestação. Ficaria em torno de R$ 2,5 milhões”.
Segundo ele, o contrato da Nacional Companhia de Energia Elétrica para o fornecimento de energia em Catanduva vence em 7 de julho de 2015. “Então penso eu, por que irá fazer um investimento de certo valor, se poderá perder a possível concorrência?”, questionou.
Marcos Crippa vai protocolar denúncia na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), já que a companhia não cumpre o que é estipulado no contrato firmado. “Exploraram o serviço, que é de péssima qualidade e não investem. Vou fazer essa denúncia para Aneel. Acredito que a agência tomará as providências necessárias.  O interesse da Nacional é simplesmente levar o dinheiro de Catanduva e não investir na cidade”, salientou.
“Sou a favor da abertura de uma licitação para a contratação do fornecimento de energia. Se abrir uma licitação, vai baratear o custo da energia. Vai abrir uma concorrência. Por outro lado, se houver uma prorrogação de contrato é claro que vai continuar como está”, completou.
O outro lado
O Regional ouviu a companhia. Através de sua assessoria, a Nacional informou que atualmente a cidade de Catanduva conta com duas subestações de distribuição de energia elétrica,  onde  estão  em operação 5 transformadores com potência total instalada de 120 MVAs  (Mega Volt Amperè). A carga máxima verificada nos últimos 5 anos foi de 58 MVAS, ou seja, a capacidade instalada é suficiente para atender ao dobro do consumo máximo verificado na cidade, o que irá permitir o seu crescimento pelos próximos 12 anos.
A Companhia disse ainda que enfrentou problemas de fornecimento no início deste ano com a queima de um transformador, porém, até o mês de agosto passado, em média, cada cliente da cidade teve o serviço interrompido por apenas 4,66 horas.
No ciclo tarifário em curso (maio/2008 a abril/2012), a Companhia Nacional informou vem investindo em sua área de concessão 6,54 % acima do planejado e aprovado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), tendo já contabilizado até abril de 2011 o total de R$ 21 milhões, sendo que deste valor, aproximadamente 44 % foram investidos no município de Catanduva.
A Companhia informou também que em 2015 acontecerá o vencimento de 42 concessões de distribuição de energia elétrica no Brasil, entre elas a da Companhia Nacional. Este fato não impede que os investimentos continuem a ser realizados, pois caso a concessão não seja renovada, o modelo do setor elétrico brasileiro prevê a compensação dos investimentos não amortizados.